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Quem sofre com enxaqueca costuma ouvir uma série de recomendações sobre o que deve ou não colocar no prato. Segundo o nutricionista Matheus Maestralle, a alimentação é, de fato, um dos fatores mais associados às crises. No entanto, a relação é bastante individual — mesmo que alguns itens comuns da dieta, como o chocolate, sejam frequentemente apontados como possíveis desencadeadores da doença neurológica crônica.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista explicou que os chamados “gatilhos alimentares” atuam por diferentes mecanismos no organismo e que a exclusão de determinados alimentos deve ser avaliada de forma individualizada.
“Os fatores desencadeantes envolvem substâncias que podem alterar a atividade cerebral, os vasos sanguíneos ou neurotransmissores relacionados à dor. Entre os alimentos mais associados às crises estão bebidas alcoólicas, principalmente o vinho tinto, embutidos, alimentos ultraprocessados, queijos maturados, chocolate, adoçantes artificiais e produtos ricos em cafeína”, destaca.

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O vinho tinto é um dos gatilhos alimentares mais comuns para crises de enxaqueca
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Embutidos e carnes processadas são carcinogênicas e devem ser evitados
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O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados rouba a sua energia e causa fadiga
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Queijos maturados também entram na lista do especialista
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Excesso de cafeína também traz prejuízos para a sensação de descanso
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Por que alguns alimentos podem desencadear crises de enxaqueca?
Matheus Maestralle elucida que muitos dos alimentos apontados como “vilões” para quem sofre com enxaqueca contêm substâncias consideradas sensibilizantes para pessoas predispostas à condição.
“A tiramina, a histamina, os nitratos, os nitritos e o glutamato monossódico estão entre as substâncias mais estudadas pelo potencial de desencadear sintomas em indivíduos suscetíveis. No entanto, as evidências científicas mostram que essa sensibilidade é bastante individual e nem sempre existe uma relação direta de causa e efeito”, explica.

Pular refeições ou permanecer muitas horas em jejum também pode agravar o quadro. Ainda conforme o especialista, oscilações na glicemia e o aumento do estresse fisiológico do organismo podem favorecer o aparecimento das crises.
“A orientação mais eficaz costuma ser o acompanhamento individualizado, com a identificação dos gatilhos específicos de cada paciente, evitando restrições alimentares.”
Hábitos prejudiciais
Além da atenção à alimentação, o nutricionista ressalta que alguns hábitos do dia a dia também podem favorecer o surgimento das crises.
“Algumas recomendações importantes são manter horários regulares para as refeições, garantir uma boa hidratação, priorizar uma rotina adequada de sono e observar possíveis padrões entre a alimentação e os sintomas”, orienta.

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