Dados da Polícia Federal revelam que, na última década, apenas duas em cada dez investigações resultaram em indiciamentos. Entre 2016 e 2026, dos 618 mil inquéritos abertos, 115 mil culminaram na identificação de crimes e de seus autores.
A Polícia Federal (PF) disponibilizou recentemente dados por meio da Lei de Acesso à Informação, mostrando que 79% das investigações finalizadas não conseguiram comprovar a materialidade dos crimes ou não identificaram os responsáveis. Isso revela um panorama preocupante sobre a eficácia das ações de investigação no país.
Entre os 618 mil inquéritos abertos, 55 mil ainda estão em andamento, o que significa que 562 mil foram concluídos. Destes, uma expressiva porcentagem, 447 mil, terminou sem a confirmação de que um crime realmente ocorreu ou não apresentou um autor. Apenas 21% dos casos, cerca de 115 mil, resultaram em indiciamentos.
Após a conclusão das investigações, os relatos da PF são enviados à Justiça, onde o juiz os repassa ao Ministério Público. A partir daí, o promotor decide se ofereceria a denúncia, arquivaria o caso ou solicitava mais investigações.
Dados sobre os inquéritos da PF (janeiro de 2016 a abril de 2026):
Situação:
Em andamento: 55.681
Concluídos: 562.771
Concluídos sem autoria ou materialidade: 447.352 (79% dos concluídos)
Concluídos com autoria e materialidade (indiciamentos): 115.419 (21% dos concluídos)
Total: 618.452 inquéritos
Esses números abrangem todas as categorias de crimes investigados. Os dados sobre terrorismo corroboram a tendência geral, onde a taxa de investigações inconclusivas é igualmente alta.
Com esses dados, fica a reflexão sobre o estágio das investigações no Brasil e a necessidade de melhorias nos processos para que mais crimes sejam efetivamente esclarecidos e punidos. O que você pensa sobre esses números? Compartilhe suas opiniões nos comentários!