
A segurança pública emergiu como um tema crucial para as eleições de 2026, uma realidade já reconhecida tanto por governistas quanto pela oposição. O entorno do presidente Lula identifica essa questão como uma vulnerabilidade significativa, especialmente após as reações à recente operação no Rio de Janeiro, que revelou um forte apoio popular: segundo pesquisa da AtlasIntel, 55,2% dos brasileiros aprovaram a ação.
O impacto da operação foi profundo. A ação contra o Comando Vermelho ocasionou mais de 120 mortes, levando até mesmo o governo Lula a adotar um discurso inicialmente neutro sobre a tragédia. Essa dinâmica instigou uma intensa busca por um “Bukele brasileiro”, em referência ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, famoso por suas medidas drásticas contra gangues, que, embora criticadas por defensores dos direitos humanos, garantiram-lhe uma ampla reeleição.
No Rio, a popularidade do governador Cláudio Castro disparou. Com objetivo de disputar uma vaga no Senado em 2026, ele viu sua avaliação positiva saltar para 40%, e sua presença nas redes sociais aumentou em 900 mil seguidores. Essa ascensão atraiu a atenção de outros governadores de direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que prontamente viajaram ao estado para apoiá-lo.
Ao mesmo tempo, a bancada bolsonarista no Congresso começou a se mobilizar. O deputado Zucco (PL-RS) protocolou um pedido para visitar El Salvador, buscando compreender o modelo de Bukele. Essa não é a primeira investida desse tipo; comitivas já viajaram para o país em 2024, em uma missão que custou mais de R$ 100 mil aos cofres da Câmara.
A efervescência no Senado não fica atrás, com pedidos de visitadores ao país centro-americano, incluindo Flávio Bolsonaro e Magno Malta. Até o Movimento Brasil Livre (MBL), que pretende lançar um candidato à presidência em 2026, começou a adotar o slogan “prendeu, matou”, prometendo radicais mudanças em sua abordagem.
Diante dessa pressão, fica clara a avaliação de que tornar-se um “Bukele brasileiro” poderá ser a promessa mais atrativa para as eleições, caso isso implique em melhorias na segurança pública. E você, o que pensa sobre essa estratégia? Como a segurança deve ser abordada nas próximas eleições? Deixe sua opinião nos comentários!