
Na última madrugada do dia 29 de junho, um clima de tensão pairou sobre a Baixada Santista, em São Paulo. Um total alarmante de 31 ônibus foram atacados, deixando motoristas e passageiros em estado de apreensão. Esses ataques, que ocorreram em cidades como Santos, São Vicente e Cubatão, são parte de uma onda crescente de violência que já soma mais de 200 ocorrências em toda a capital e litoral.
A empresa de ônibus Piracicabana, um dos alvos desses atos de vandalismo, registrou um boletim de ocorrência logo após os incidentes. Relatos de motoristas indicam que os autores são, na maioria das vezes, adolescentes armados com pedras e estilingues, que não hesitam em quebrar janelas dos coletivos. O delegado Rubens Barazal, da Delegacia Seccional de Santos, levanta uma questão crucial: qual seria a motivação por trás desses ataques? A possibilidade de um desafio viral nas redes sociais está em pauta.
Barazal não descarta a interferência do crime organizado, sugerindo que os adolescentes podem estar sendo manipulados para realizar esses atos em uma “ação orquestrada”. Ele explica que a uniformidade dos ataques — os mesmos métodos usados em diferentes localidades — fortalece a hipótese de uma organização por trás dos eventos. “Temos a matéria do crime, a identificação dos locais e dos ataques, além de duas infrações: danos materiais e perigo à vida”, afirma.
Enquanto isso, a cidade de São Paulo não fica imune. Também no dia 1º de julho, a SPTrans registrou mais 20 ônibus atacados, agravando a situação já crítica. Desde o dia 12 de junho, 197 ônibus do sistema municipal foram depredados. Além disso, um indivíduo de 27 anos foi detido após vandalizar coletivos e pontos em São Bernardo do Campo, usando uma barra de ferro e pedras como armas. Ele foi encontrado em estado alterado e teve que ser algemado pela polícia após resistência à prisão.
Diante desse cenário, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) se posicionou, afirmando que mantém um diálogo contínuo com as operadoras de transporte para desenvolver estratégias de combate a essa onda de violência. Com investigações sendo conduzidas por divisões específicas da SSP, a expectativa é de que novas revelações surjam à medida que as análises avançam.
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