Estudo aponta que adultos devem aumentar em até quatro vezes a prática de exercícios; confira os dados

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Um novo estudo revela que, para reduzir significativamente o risco de infarto e AVC, adultos precisam se exercitar de três a quatro vezes mais do que as diretrizes atuais sugerem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são recomendados 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhada ou ciclismo. No entanto, a pesquisa identifica que, na realidade, esse número deve ser ampliado para entre 560 e 610 minutos semanais para garantir uma real proteção cardiovascular.

Revisão das Recomendações de Exercícios

Conduzido por pesquisadores da Macao Polytechnic University, o estudo analisa dados de 17.088 pessoas coletados entre 2013 e 2015. Durante o acompanhamento, 1.233 eventos cardiovasculares foram registrados. Aqueles que cumpriram a recomendação mínima de 150 minutos semanais apresentaram uma modesta redução de 8% a 9% no risco. Entretanto, apenas 12% dos participantes atingiram os 560 a 610 minutos necessários para uma proteção real, definida como uma redução superior a 30% no risco.

O estudo também destaca que indivíduos com pior condicionamento físico precisam de 30 a 50 minutos a mais por semana em comparação com aqueles mais atléticos para obter benefícios equivalentes. Isso sugere que as atuais diretrizes de exercícios deveriam ser personalizadas, levando em consideração o condicionamento físico individual.

Desafios e Limitações do Estudo

Embora os resultados sejam reveladores, o estudo possui limitações, já que é de natureza observacional. Isso significa que não é possível estabelecer relações definitivas de causa e efeito. O grupo analisado pode ser mais saudável em comparação à média populacional. Além disso, o condicionamento cardiorrespiratório foi estimado e não houve medição de tempos sedentários ou atividades de menor intensidade.

Apesar disso, os pesquisadores reafirmam a validade das diretrizes atuais como uma base mínima de proteção cardiovascular, mas defendem a necessidade de recomendações mais estratificadas. A personalização do exercício pode ser a chave para melhorar a saúde cardíaca, desafiando todos a repensarem seus hábitos. E você, está pronto para mudar sua rotina? Compartilhe suas experiências e reflexões nos comentários!

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