
O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, comemorou a recente decisão da Suprema Corte americana que revogou tarifas sobre produtos importados, destacando que isso é vantajoso para o Brasil. Em evento realizado em Aparecida do Norte, Alckmin afirmou: “Agora, as alíquotas são iguais para todos, o que garante nossa competitividade”.
As mudanças nas tarifas, culturais dos tempos de Donald Trump, trazem dois benefícios significativos: primeiro, a eliminação das alíquotas mais altas específicas ao Brasil; segundo, a redução de impostos em produtos como combustíveis, carne, café, suco de laranja, celulose e especialmente aeronáutica. Alckmin enfatizou que a alíquota de 10% que incidia sobre aeronaves foi reduzida a zero, um movimento crucial para a competitividade no comércio exterior.
Exportações em Alta
“Indústrias como a Embraer não sobreviveriam sem exportação. A competitividade dos nossos produtos só tende a aumentar”, ressaltou o vice-presidente, que destacou a tarifa média praticada pelo Brasil em produtos americanos, que é de 2,7%. Além disso, ele abordou as restrições impostos por Trump, como as tarifas para aço e alumínio, mencionando que, com a nova regulamentação, todos os países estão na mesma situação.
O próximo passo, segundo Alckmin, será a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA em março, uma oportunidade para novas negociações comerciais. “Ainda há muito a negociar, especialmente em questões não tarifárias. Os Estados Unidos, embora não sejam o nosso maior comprador, são cruciais para nossas exportações industriais”, afirmou.
Mercados Diversificados
Com recordes históricos nas exportações — superando U$S 348 bilhões em 2025, mesmo sob as tarifas de Trump —, o Brasil mostrou que a diversificação de mercados tem trazido frutos. Alckmin também mencionou a iminente aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, considerado o maior entre blocos globais, abrangendo mais de US$ 22 trilhões em PIB e 720 milhões de pessoas.
Por fim, quando questionado sobre uma possível candidatura em São Paulo, Alckmin preferiu não se comprometer: “Cada coisa vem a seu tempo”, deixando no ar as especulações sobre seu futuro político enquanto articula a política local contra o governador Tarcísio de Freitas.
Com tudo isso, resta saber como o cenário evoluirá e que ações tomarão os líderes brasileiros. O que você pensa sobre essas mudanças? Deixe seu comentário!