Além da França, conheça os países que restringem o acesso de adolescentes às redes sociais

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A recente aprovação na França de uma lei que limita o acesso às redes sociais para menores de 15 anos é um reflexo de uma tendência global crescente. As plataformas mais afetadas incluem Instagram, WhatsApp, Facebook, Snapchat, X, YouTube e TikTok. Segundo a ministra francesa para o Setor Digital, Anne Le Hénanff, esse é um passo importante para proteger crianças no ambiente on-line, fazendo da França o primeiro país europeu a estabelecer uma maioridade digital.

A União Europeia também está considerando legislações semelhantes, respondendo a preocupações sobre o impacto das redes sociais na saúde mental dos jovens. Estudos mostram que a interação com essas plataformas pode afetar o desenvolvimento social e intelectual das crianças. Entre os exemplos, destaca-se a Austrália, que foi pioneira ao proibir o acesso às redes para menores de 16 anos, com a lei entrando em vigor em dezembro do ano passado. Apesar de não impor multas diretas a pais e adolescentes, as plataformas podem enfrentar penalidades de até 50 milhões de dólares australianos por não cumprimento das disposições.

Austrália

A legislação australiana é uma das mais rígidas, exigindo que usuários tenham pelo menos 16 anos para criar contas em redes sociais. Isso incluiu a implementação de medidas para garantir que os menores sejam bloqueados. A responsabilidade principal recai sobre as plataformas, que precisam criar mecanismos eficientes para evitar o acesso indevido.

União Europeia

Na União Europeia, em que a França participa com mais 26 países, o Parlamento discute a proibição de redes sociais para menores de 13 anos. Além disso, um aplicativo de verificação de idade está sendo lançado na região para potencializar a aplicação dessas restrições a todo o bloco. A Bélgica é uma exceção, com um limite de 13 anos, enquanto outros países estão propondo restrições a partir dos 15 ou 16 anos.

Reino Unido

A partir do próximo ano, o Reino Unido implementará uma proibição para menores de 16 anos utilizarem as principais redes sociais. Atualmente, há um toque de recolher digital para usuários de até 17 anos, além de limites de tempo de uso.

China

A China também aplica restrições, incluindo um toque de recolher digital que limita o tempo de uso em redes sociais. Sua nova funcionalidade, “modo menor”, oferece aos pais controle sobre as atividades online de seus filhos.

Indonésia

Na Indonésia, o governo iniciou um processo de proibição de acesso a menores de 16 anos. As discussões para uma legislação mais ampla estão em andamento, com uma consulta pública já realizada.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, onde estão sediadas a maioria das plataformas, não existem restrições de idade definitivas. Contudo, propostas estão sendo discutidas, incluindo a iniciativa Kids Off Social Media Act, que visa restringir o acesso para menores de 13 anos.

Outros países

A Malásia e a Turquia também adotaram medidas semelhantes, com restrições aos menores de 16 e 15 anos, respectivamente. A preocupação global com o bem-estar das crianças na era digital parece estar se intensificando.

Brasil

No Brasil, não há leis específicas sobre o acesso às redes sociais, mas a recomendação é que usuários tenham mais de 13 anos. O ECA Digital, implementado em março, exige que as plataformas adotem sistemas robustos para verificação de idade e que as contas de menores de 16 anos estejam vinculadas a um responsável.

Esse panorama demonstra a crescente preocupação mundial com a proteção dos jovens na internet. O que você acha dessas medidas? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o acesso às redes sociais para menores.

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