
Aliados de Messias comemoram nos bastidores a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de cancelar a sabatina do indicado de Lula ao STF. Mesmo com o tom firme do anúncio, a leitura é de que o governo ganhou tempo para angariar votos entre os senadores.
O cenário aponta para uma estratégia em que, embora haja celebração entre a base, a sabatina não avançou. A percepção é de que a pausa permite consolidar apoios sem o relógio batendo contra o relógio do Congresso.
“A situação está melhorando. Ele (Messias) ganhou uma semana a mais provavelmente.”
Apesar da comemoração, interlocutores próximos a Alcolumbre dizem que não há nova data anunciada e a sabatina pode ficar para 2026.
Por que Alcolumbre cancelou a sabatina
Ao anunciar o cancelamento, o presidente do Senado afirmou que o governo Lula não enviou a mensagem oficial com a indicação de Messias, tornando impossível cumprir o calendário previsto.
Ele lembrou que havia estabelecido 3 de dezembro para a leitura do parecer do relator e 10 de dezembro para sabatina e votação, e que a ausência da mensagem publicada no Diário Oficial surpreendeu o Senado.
“A definição desse calendário segue o padrão adotado em indicações anteriores e tinha como objetivo assegurar o cumprimento dessa atribuição constitucional do Senado ainda no exercício de 2025, evitando sua postergação para o próximo ano. No entanto, após a definição das datas pelo Legislativo, o Senado foi surpreendido com a ausência do envio da mensagem escrita referente à indicação, já publicada no Diário Oficial da União e amplamente anunciada.”
Alcolumbre também acusou o governo de omissão por não ter enviado a mensagem antes da sabatina, afirmando que isso é grave e sem precedentes.
“Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo. Para evitar a possível alegação de vício regimental no trâmite da indicação – diante da possibilidade de se realizar a sabatina sem o recebimento formal da mensagem –, esta Presidência e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) determinam o cancelamento do calendário apresentado.”
A leitura é de que o cenário favorece Messias, com ministros do STF ajudando a angariar apoios, enquanto o calendário permanece em aberto. A tendência indicada é que a sabatina não tenha nova data anunciada para este ano, mantendo o impasse para 2026.




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