As ligas e confederações esportivas têm se transformado ao reconhecer a importância da maternidade na vida das atletas. O que antes parecia impossível, agora ganha força: mulheres no esporte podem ser mães e continuar suas carreiras de alto rendimento. Este é um novo capítulo que desafia normas e redefine o equilíbrio entre carreira e maternidade.
Atletas conquistando novos direitos
Historicamente, atletas como Isabel Salgado já desbravavam esse caminho, jogando mesmo grávidas. Hoje, essas histórias são mais do que exceções. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, em 2025, que custeará as viagens dos filhos de atletas em fase de amamentação, oferecendo suporte a jogadoras como Ketlen Wiggers, que retornou aos treinos apenas quatro meses após dar à luz. Essa mudança reconhece que o sucesso profissional não deve exigir o sacrifício da maternidade.

Ketlen Wiggers retornou aos treinos após a maternidade │Reprodução/Instagram/@ketlenwiggers
Outras modalidades, como o surfe, também estão avançando. Tati Weston-Webb, medalhista olímpica, participou de competições mesmo gravide, e agora, com o incentivo da World Surf League (WSL), as atletas têm garantias como o “convite de maternidade”, que as isentam de precisar escalar divisões inferiores após se tornarem mães.
Desafios persistentes no judô
Entretanto, nem todos os esportes estão tão avançados. O caso de Sarah Menezes, demitida da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) menos de um ano após ter sua segunda filha, ressalta desafios ainda existentes. A CBJ justificou que sua demissão estava ligada a reestruturações internas, sem oferecer suporte direto às atletas mães. Sua postagem reflexiva nas redes sociais repercutiu a luta de muitas mulheres: “Por que uma mulher precisa escolher?”

Sarah Menezes deu à luz sua segunda filha em 2025 │Reprodução/Instagram/@menezessarah
A mudança de atitude nas ligas esportivas é promissora, mas ainda há um longo caminho pela frente. É essencial que mais entidades sigam o exemplo de apoio efetivo, permitindo que as mulheres sejam não apenas atletas excepcionais, mas também mães exemplares. Que essa discussão não se limite a algumas modalidades, mas ganhe força em todas, transformando o universo esportivo em um espaço inclusivo.
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