Defesa de amiga de Lulinha aciona STF após plano destinado à campanha de Flávio

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A defesa da empresária Roberta Luchsinger entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar um possível vazamento de suas conversas privadas com Fábio Luís Inácio Lula da Silva, o Lulinha. Este caso surgiu após uma reportagem de O Globo mencionar que essas conversas poderiam ser utilizadas pela pré-campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro.

A petição foi apresentada ao ministro André Mendonça, que é o relator do inquérito que apura fraudes relacionadas a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na documentação, os advogados de Luchsinger afirmam não ter conhecimento de qualquer autorização judicial que permitisse a interceptação das comunicações entre a empresária e Lulinha, e pedem esclarecimentos sobre a legalidade da coleta dessas informações.

Caso a interceptação tenha sido autorizada, a defesa solicita uma cópia completa do material. Se não houver autorização, é pedida a investigação de uma possível quebra ilegal de sigilo. O pedido foi motivado por uma reportagem que relatou que a equipe de Flávio Bolsonaro estaria analisando a divulgação de áudios que envolvem Roberta e Lulinha, em relação ao inquérito do INSS.

É importante ressaltar que, ainda que Roberta Luchsinger e Lulinha sejam alvos das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre este caso, nenhum deles foi indiciado no primeiro relatório da corporação. Na fase inicial, a PF já havia apontado indícios de crimes cometidos por Antônio Camilo Antunes, conhecido pela alcunha de “Careca do INSS”, e outras 47 pessoas.

No decorrer do inquérito, o ministro André Mendonça autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha como parte das medidas investigativas do Supremo. A Operação Sem Desconto, iniciada em abril de 2025, visa investigar um esquema de cobranças irregulares de mensalidades associativas sobre aposentadorias e pensões do INSS.

De acordo com a Polícia Federal, sindicatos e outras organizações teriam realizados descontos sem a devida autorização dos beneficiários, o que poderia ter resultando em um desvio significativo de recursos, estimado em pelo menos R$ 6,3 bilhões.

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