Após rejeição da Câmara, governo decide dividir projeto de compensação do IOF em dois

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Fernando Haddad

Em um cenário de intensa discussão política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (21) um desdobramento crucial para a economia brasileira. O governo planeja enviar dois projetos ao Congresso: um focado na revisão de despesas e outro destinado ao aumento da arrecadação, como resposta à controvérsia gerada em torno da Medida Provisória que altera o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Haddad enfatizou a estratégia do governo em separar as matérias em dois projetos de lei distintos. Essa decisão visa evitar que a oposição utilize a controvérsia fiscal como justificativa para não votar. “A tendência é entregar dois diplomas, tratando de forma clara as questões de despesa e receita”, ressaltou, reforçando a importância de uma abordagem transparente na condução do Legislativo.

Além disso, o ministro destacou a necessidade de uma maior organização nos cadastros de benefícios sociais, um passo importante que pode gerar uma economia significativa—com estimativas que variam de R$ 15 bilhões a até R$ 20 bilhões. Na mesa, há propostas como:

– Regras mais rigorosas para a concessão do seguro defeso;

– Retorno parcial do aumento da alíquota do IOF;

– Limitação das compensações tributárias, com impactos projetados de R$ 10 bilhões em 2025 e 2026;

– Taxação de apostas, gerando R$ 1,7 bilhões em 2026;

– Aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs, com impacto de R$ 1,58 bilhões em 2026.

Haddad também mencionou que os líderes do governo estão prontos para integrar as propostas aos relatórios que já estão em votação no Congresso. “Estamos enfrentando desafios, mas também celebrando conquistas, como a aprovação de medidas que beneficiam a economia”, afirmou, reconhecendo as dificuldades enfrentadas neste ano, incluindo algumas derrotas significativas.

Essas movimentações estratégicas revelam a complexidade do cenário atual, onde a dinâmica política se entrelaça com a necessidade urgente de soluções econômicas. E você, o que pensa sobre essas propostas? Compartilhe seus comentários e reflexões abaixo!

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