Árbitro australiano se defende de acusação de gesto supremacista na Copa: “Foi um espasmo involuntário”

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O árbitro australiano Shaun Evans se viu no centro de uma polêmica após um gesto durante o jogo Alemanha x Curaçao, que foi associado a movimentos supremacistas. Em resposta, ele afirmou que o sinal foi um espasmo involuntário, sem consciência do que estava fazendo. A FIFA está avaliando oficialmente a situação por meio de seu Comitê Disciplinar.

Evans enviou um comunicado destacando que o gesto, que pode ser interpretado como um sinal de “OK”, não foi intencional. Ele reforçou sua preocupação com a interpretação errada do movimento: “A única explicação que posso dar é que foi involuntário, um espasmo.” O árbitro também ressaltou que repetiu o gesto diversas vezes enquanto segurava uma caneta.

A cobertura midiática sobre o episódio incomodou Evans, que acredita que não reflete sua verdadeira identidade. Ele expressou seu pesar pela confusão gerada, afirmando: “Entendo como o gesto pode ser interpretado, e sinto muito por isso, mas quero deixar claro que não o fiz deliberadamente.” Para ele, atuar na Copa do Mundo é uma grande honra e deseja continuar contribuindo com seus colegas durante o torneio.

O gesto, que envolve juntar o polegar e o indicador com a mão voltada para baixo, foi classificado pela ONG Liga Antidifamação (ADL) como um símbolo de ódio em 2019, associado às letras “WP” (White Power).

Shaun Evans, de 38 anos, é árbitro da FIFA desde 2017 e tem experiência na A-League desde 2008. Antes de se dedicar integralmente ao apito, ele também trabalhava como pedreiro. “Estou ansioso para apoiar meus colegas no restante do torneio”, concluiu.

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