Arrecadação soma R$ 261,908 bi, maior valor para outubro da série histórica

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Sede da Receita Federal A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou um recorde de R$ 261,908 bilhões em outubro, segundo dados da Receita Federal. Essa marca não apenas estabelece um novo patamar para meses de outubro desde o início da série histórica em 1995, mas também revela um crescimento de 0,92% em relação ao mesmo mês do ano anterior, ajustado pela inflação. Embora o valor tenha ficado um pouco abaixo da mediana de estimativas do mercado, que era de R$ 264,5 bilhões, a performance supera as expectativas da pesquisa Projeções Broadcast, que variava entre R$ 216,5 bilhões e R$ 275,4 bilhões.

Em comparação com setembro deste ano, o crescimento foi notável, alcançando 20,74% em termos reais. Vale lembrar que comparações mensais podem ser afetadas por fatores sazonais, o que torna esse número ainda mais impressionante.

Determinantes do Crescimento A Receita Federal destaca um crescimento extraordinário de 38,80% na arrecadação do IOF, que atingiu R$ 8,138 bilhões em relação a outubro do ano passado. Esse avanço deve-se em grande parte ao aumento das alíquotas, estabelecido pelo governo no meio deste ano. O órgão observa que esse desempenho reflete operações relativas à saída de moeda estrangeira e ao crédito destinado a empresas, impulsionadas por mudanças legislativas recentes.

A arrecadação do IRRF-Capital também teve um desempenho robusto, totalizando R$ 11,574 bilhões, um aumento real de 28,01%. Essa cifra foi impulsionada principalmente pelas aplicações de renda fixa, que cresceram 42,10%, além de fundos de renda fixa e Juros sobre Capital Próprio (JCP), que apresentaram aumentos de 41,36% e 32,93%, respectivamente.

Mesmo com as mudanças propostas pela Medida Provisória 1.303, que buscava modificar a alíquota de Imposto de Renda sobre JCP e unificar alíquotas de aplicações financeiras, sua rejeição pelo Congresso no início de outubro não apagou o impacto positivo que essas modificações já causaram na arrecadação.

Em um panorama anual, a arrecadação federal acumulada de janeiro a outubro de 2025 atingiu R$ 2,367 trilhões, marcando um aumento de 3,20% em relação ao mesmo período do ano anterior, também ajustado pela inflação. Esse é o maior valor já registrado para este intervalo de tempo na história.

Outro ponto de destaque é o crescimento de 3,13% na receita previdenciária, que totalizou R$ 582,546 bilhões, favorecida pela expansão da massa salarial e pelo aumento das compensações tributárias. Além disso, a arrecadação com PIS/Pasep e Cofins cresceu 2,75%, somando R$ 478,325 bilhões, impulsionada pela recuperação do setor de serviços, embora os segmentos de combustíveis e telecomunicações apresentassem resultados negativos.

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