
Um ataque cibernético sem precedentes abalou o sistema financeiro brasileiro recentemente, quando a Sinqia, uma destacada provedora de tecnologia, sofreu uma invasão que resultou em um desvio de impressionantes R$ 420 milhões. O HSBC foi o principal alvo, com a ação criminosa desviando R$ 380 milhões de suas contas.
A situação gerou uma resposta rápida do Banco Central, que conseguiu bloquear cerca de R$ 350 milhões antes que o cenário se tornasse ainda mais grave. A Polícia Federal já está na investigação, buscando responder a esse ataque direcionado que, segundo a Sinqia, afetou exclusivamente o sistema Pix, sem comprometer dados pessoais.
No dia 29 de agosto, a Sinqia identificou a vulnerabilidade em seu sistema, que serve como ponte entre instituições financeiras e o Banco Central. Para evitar uma escalada do ataque, o BC cortou a conexão de imediato, o que impediu maiores prejuízos. Apesar das transações fraudulentas, tanto o HSBC quanto a Artta asseguraram que não houve impacto nos dados dos clientes.
Este incidente revela preocupações maiores sobre a segurança da infraestrutura do sistema financeiro. Recentemente, o Banco Central havia anunciado novas normas para o sistema Pix, com o objetivo de aprimorar a rastreabilidade de transações e proteger os usuários contra fraudes. Essas atualizações devem ser implementadas em novembro e se tornar obrigatórias em fevereiro de 2026.
Vale destacar que esse ataque ocorre em um cenário onde o setor já lidou com um incidente semelhante em julho, envolvendo a C&M Software, que resultou em desvio de quase R$ 1 bilhão. Embora não se tenha evidências de relação entre ambos os casos, a repetição desses eventos acende um alerta sobre as fragilidades da tecnologia empregada.
A Sinqia, que foi adquiriada pela Evertec em 2023, está agora em processo de reconstrução de seu ambiente, com o suporte de especialistas forenses. Em sua comunicação, a empresa enfatizou o comprometimento com a transparência e a segurança das transações realizadas.
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