Um ataque devastador em Kiev deixou um rastro de dor e destruição, com pelo menos 21 vidas perdidas, incluindo a de quatro crianças, em um dos mais bombásticos assaltos aéreos russos desde o início da invasão em fevereiro de 2022. O impacto desse ataque não apenas abalou a capital ucraniana, mas também reverberou em Washington, onde a Casa Branca expressou preocupação sobre o impacto dessa escalada nas tentativas de paz impulsionadas pelo presidente Donald Trump.
Em meio ao lamento das famílias, os socorristas continuam sua árdua tarefa de busca em um prédio residencial devastado, que foi partida em dois devido à explosão de uma bomba. “Os vidros voavam… Gritamos quando as bombas explodiram”, recordou Galina Shcherbak, uma das testemunhas do terror. Além do residencial, uma creche e um shopping também foram danificados, ampliando o lamento em uma cidade já marcada pela guerra.
O exército ucraniano divulgou que a Rússia utilizou 598 drones e 31 mísseis, incluindo o temido Kinzhal, para levar a cabo esse segundo maior ataque aéreo contra a Ucrânia. A resposta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi de contundente indignação. Ele classificou o ocorrido como um “massacre horrível e deliberado de civis” e ressaltou a falta de interesse da Rússia em quaisquer negociações de paz.
Por outro lado, o Kremlin insiste em afirmar que seus ataques visam alvos militares, mesmo à luz da evidência contrária. Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, afirmou que a Rússia busca manter a diplomacia, mas o que os ucranianos veem como uma continuação de hostilidades sugere exatamente o oposto.
A escalada das hostilidades provocou condenações internacionais, inclusive da União Europeia e do Reino Unido, que convocaram seus embaixadores da Rússia. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou que, “Putin está matando crianças e civis, e sabotando as esperanças de paz”. Da mesma forma, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chefe de governo alemão, Friedrich Merz, não pouparam críticas ao que chamaram de “terror e barbárie” russos.
Enquanto os mortos e feridos são contabilizados, a declaração do secretário-geral da ONU, António Guterres, ecoa como um apelo por ação: “Ataques contra civis e infraestrutura civil violam o direito humanitário internacional e devem cessar imediatamente.” O mundo aguarda por respostas e medidas efetivas diante dessa crescente calamidade.
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