30 agosto, 2025
sábado, 30 agosto, 2025

Auditorias apontam caixa-preta em fundos bilionários de alvo da PF

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No epicentro de uma investigação que reverbera por todo o Brasil, encontramos a Reag Investimentos, gestora de fundos de investimentos que, com um total impressionante de R$ 299 bilhões sob sua administração, acabou se tornando alvo da Operação Carbono Oculto. Essa operação da Polícia Federal, desencadeada recentemente, investiga um suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro que envolve o Primeiro Comando da Capital (PCC) e setores ligados a combustíveis, revelando uma verdadeira caixa-preta de informações sobre alguns dos fundos geridos pela Reag.

As auditorias indicam que muitos dos fundos foram configurados com cotistas exclusivos, frequentemente consistindo em outros fundos de investimento. Esta estratégia parece ser uma tentativa consciente de criar camadas de complexidade que dificultam a identificação dos beneficiários finais. “O foco não era a valorização do capital, mas sim a proteção do patrimônio ilícito, ocultando sua origem”, afirmam os investigadores.

Além disso, a análise dos fundos geridos pela Reag, incluindo aqueles sem ligação direta com a operação, mostra uma opacidade alarmante. Alguns fundos, relacionados a empreiteiras já alvo da Operação Lava Jato, carecem de documentação suficiente para suportar uma auditoria clara, levando muitos auditores a se absterem de emitir uma opinião clara pela falta de informações disponíveis.

Um exemplo notório é o Fundo Botafogo, que conta com um patrimônio de R$ 226 milhões e está vinculado a Eike Batista, um magnata que viu seu império derreter desde 2013. A NB4 Participações S.A., empresa no centro de disputas judiciais em torno de seu patrimônio, recebe investimentos desse fundo em uma estrutura complexa que sugere a possibilidade de “dinheiro escondido”. A auditoria mais recente do Fundo Botafogo revelou a ausência de documentação essencial para validar a participação do fundo na NB4, resultando em conclusões que geram ainda mais perguntas sobre a legalidade e a transparência da operação.

Diante da gravidade das alegações, a Reag Investimentos emitiu uma nota de surpresa. Defendendo sua integridade, a empresa enfatizou sua diligência ao longo de sua história e refutou qualquer associação com atividades ilegais. “Diversos fundos mencionados na operação nunca estiveram sob nossa administração. Nossa atuação sempre foi ética e em conformidade com as normas do mercado”, afirmaram.

Enquanto as investigações avançam, a sociedade se depara com uma questão crucial: até que ponto as estruturas financeiras podem ser utilizadas para encobrir práticas ilícitas? Com tantas camadas de complexidade, é fundamental que a verdade venha à tona. O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe suas ideias nos comentários abaixo!

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