Destroços do Clipper Endeavor, da Pan Am, foram encontrados após mais de 70 anos. O avião desapareceu em um acidente em 1952 e a descoberta dos restos foi anunciada nesta terça-feira, 21 de setembro. O Clipper Endeavor, um DC-4, perdeu potência nos motores pouco depois de decolar de Porto Rico, resultando em um pouso forçado no oceano.
O voo, que tinha como destino Nova York, levava 69 pessoas a bordo, das quais 52 perderam a vida. Surviveram relatos de que o impacto não provocou mortes; as dificuldades em encontrar coletes salva-vidas e a resistência da tripulação em liberar botes infláveis causaram as fatalidades.
As partes da aeronave foram localizadas com a ajuda de um drone submarino autônomo, que utilizou sonar para explorar uma área de 34 quilômetros quadrados. A fuselagem e a cauda do avião foram achadas a aproximadamente 610 metros de profundidade.
Busca iniciada em 2019
O trabalho de busca pelo Clipper Endeavor começou em 2019. O pesquisador Russ Matthews descobriu que uma etiqueta de bagagem do voo foi encontrada na costa da Flórida. Após longas análises dos arquivos da Pan Am e da Guarda Costeira dos EUA, Matthews identificou documentos em Porto Rico, incluindo um mapa elaborado por pilotos da Força Aérea que testemunharam a queda.
Uma primeira tentativa de recuperação ocorreu em 2024, mas as condições climáticas impediram o sucesso. Neste ano, a empresa Deep Sea Vision, especializada em exploração submarina, uniu forças à equipe de busca. O drone conseguiu localizar os destroços na primeira varredura, mas a confirmação só veio após o retorno do equipamento à superfície e download das imagens.
Mudanças nas normas de segurança da aviação
O acidente teve um impacto profundo nas normas de segurança da aviação comercial. Atualmente, é obrigação dos comissários informar os passageiros sobre:
- Localização das saídas de emergência;
- Onde estão os coletes salva-vidas;
- Como utilizar corretamente os equipamentos de segurança.
Essa calamidade deixou lições importantes que moldaram protocolos de segurança vital para a aviação moderna. Você tem alguma experiência sobre essa tragédia ou gostaria de compartilhar suas reflexões? Deixe seu comentário!