Delegado aponta o principal alvo de crimes na Bahia, atingindo 99% dos casos

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ABRE ASPAS

Aumento de Denúncias: Sinal de Confiança ou Aumento da Violência?

Pedro Hijo

18/01/2026 – 4:04 h

Bahia registra avanço nas denúncias de racismo e intolerância religiosa, aponta delegado

Bahia registra avanços nas denúncias de racismo e intolerância religiosa, aponta delegado.

“Nosso foco é combater intolerância religiosa, racismo e LGBTfobia”, afirma o delegado Ricardo Amorim, líder da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa da Bahia (Decrin). Em seu primeiro ano, a unidade viu um aumento significativo nas denúncias, refletindo uma mudança na confiança da população em relatar crimes.

A Decrin foi criada em um cenário de subnotificação, e sua missão é clara: investigar crimes relacionados a intolerância. “Até 20% das ocorrências são de intolerância religiosa e 50% de racismo”, informa Amorim. Este crescimento nas denúncias é um indicativo de que a população começa a reconhecer e confiar no trabalho da polícia.

A Confiança da População em Relatar Crimes

Muitos que se sentiam intimidados para denunciar agora encontram acolhimento. Há relatos de pessoas que esperaram anos para se manifestar, revelando que a Decrin é um espaço seguro. Ao se sentirem ouvidas, essas vítimas compartilham suas experiências, ampliando o registro de ocorrências. Isso demonstra que, embora o racismo e a intolerância sejam crimes, a confiança em buscar justiça cresce, trazendo à tona uma dura realidade que muitos enfrentam diariamente.

Hoje, a delegacia é uma referência, onde até 99% dos casos investigados envolvem vítimas de religiões de matriz africana. Os tipos de ocorrências são diversos, como ofensas em transportes públicos e situações de intolerância em contextos familiares.

Imagem ilustrativa da imagem

| Foto: José Simões | Ag. A TARDE

A Formação da Decrin: Um Paradigma de Inclusão e Sensibilidade

A Decrin não se limita à repressão, ela busca tratar vítimas com acolhimento. Um assistente social e psicológicos garantem que as pessoas fragilizadas sejam devidamente atendidas, evitando que deixem de buscar ajuda.

A atuação da Decrin vai além de investigações. A delegacia promove palestras e eventos educativos nas comunidades, aproximando-se da população e esclarecendo direitos. Contudo, o grande desafio permanece: conscientizar a população sobre a gravidade da intolerância e reforçar que é crime.

“A conscientização é essencial para combater a intolerância”, afirma Amorim, destacando que a ideia é que as vítimas aprendam a se reconhecer como tal e a não aceitar abusos em razão de suas crenças.

É fundamental que a população da Bahia reconheça a Decrin como um espaço seguro para denunciar e buscar justiça. Em 2026, esse será um dos principais focos de trabalho: fortalecer a visibilidade da delegacia e criar um ambiente de acolhimento onde todos se sintam à vontade para relatar suas experiências.

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