Luiz Eduardo Perez defende que a nova lei do Planserv é um passo importante para corrigir injustiças sociais.

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Luiz Eduardo Perez, coordenador geral do Planserv

A reforma do Planserv, sob a liderança de Luiz Eduardo Perez, busca um modelo mais justo de financiamento, acabando com distorções que prejudicavam os servidores menos remunerados. “Agora, todos pagam o mesmo percentual”, ressalta Perez, destacando que essa mudança beneficiou 160 mil servidores com redução no valor pago. A nova alíquota de 5,5% visa garantir um acesso mais amplo à saúde sem aumentar as mensalidades.

Desafios do Sistema de Saúde

No entanto, a reestruturação traz à tona questões críticas, como a defasagem histórica nos pagamentos aos prestadores de serviço que, em alguns casos, permanecem abaixo da tabela do SUS. Perez argumenta que, sem um reajuste adequado, o sistema corre o risco de perder sua eficácia. “Precisamos urgentemente entrar no jogo da saúde para não nos tornarmos irrelevantes”, enfatiza.

Entre os desafios enfrentados, cerca de 30% dos usuários são idosos, o que aumenta a necessidade de estratégias para manter a sustentabilidade do plano. Essa realidade é um alerta para a revitalização da carteira de usuários, que carece de um público mais jovem para suportar o crescimento das despesas médicas.

Inovações e Futuro do Planserv

A telemedicina surge como uma solução eficaz, permitindo o atendimento e a orientação médica a distância, especialmente nas áreas mais remotas da Bahia. “Um atendimento via telefone pode resolver 70% dos casos”, afirma Perez, destacando a eficiência desse novo modelo.

Recentemente, o governo sancionou uma lei que promove a interiorização do atendimento, implementando centros de saúde em regiões carentes. Com iniciativas como consultas à distância e novos pronto-atendimentos, a meta é reduzir a dependência nas emergências hospitalares.

Apesar das críticas sobre aumentos nas contribuições, Perez defende que a reestruturação é justa e necessária. “Enquanto 160 mil servidores pagaram menos, alguns tiveram aumento devido à inequidade histórica”, explica, garantindo que o Planserv ainda é uma opção mais econômica que planos tradicionais.

A continuidade desta reforma é uma prioridade. “Não podemos voltar ao que era antes”, finaliza Perez, reafirmando seu comprometimento em melhorar o acesso à saúde para todos os servidores. O momento é de transformação e cada passo dado visa garantir um futuro saudável para a população.

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