Acusação de estupro atinge dois jogadores da seleção japonesa, rival do Brasil

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A Copa do Mundo de 2026, que promete emoções dentro de campo, também traz à tona questões delicadas fora dele. Antes da partida entre Brasil e Japão, marcada para 29 de junho, surge a preocupação com pelo menos cinco jogadores sob investigação por acusações de agressão sexual e estupro. Entre eles, estão atletas da seleção japonesa, que enfrentaram controvérsias e repercussões significativas nas últimas semanas.

A Fifa, por sua vez, não possui diretrizes que proíbam automaticamente a participação de jogadores acusados enquanto não houver condenação ou sanção legal. A entidade se compromete a respeitar os processos judiciais de cada país e considera que a convocação é responsabilidade das federações nacionais.

A sombra das acusações sobre jogadores do Japão

Dentre os nomes, destacam-se Junya Ito e Kaishu Sano. Ito, que se destacou com um gol na vitória do Japão sobre a Tunísia, foi acusado de abuso sexual em 2024, após denúncias de duas mulheres em Osaka. O caso teve grande cobertura midiática, resultando em seu corte da Copa da Ásia. No entanto, o ministério público japonês encerrou as investigações por falta de provas.

Em outro episódio, o volante Kaishu Sano foi preso em 2024, acusado de agredir sexualmente uma mulher em Tóquio. Após o encerramento do processo, ele voltou a integrar a seleção nacional e fez um pedido público de desculpas, comprometendo-se a atuar de maneira exemplar no futuro. O técnico Hajime Moriyasu defendeu sua reintegração, ressaltando que todos merecem uma segunda chance.

Outras investigações na Copa

A situação não se limita ao Japão. O capitão de Cabo Verde, Ryan Mendes, também está sob investigação na Nova Zelândia por um suposto caso de estupro envolvendo uma brasileira durante amistosos da seleção. A polícia colete registros do hotel e aguarda resultados de exames, enquanto a Fifa se compromete a tratar a situação com seriedade.

Outro caso relevante é o do marroquino Achraf Hakimi, que responde a uma acusação de estupro ocorrida na França. A denúncia foi alegada por uma mulher com quem ele teve um encontro, e a Justiça rejeitou o pedido de arquivamento do caso, que agora aguarda julgamento. Hakimi expressou sua indignação em redes sociais, defendendo sua inocência.

Por fim, Thomas Partey, do Gana, enfrenta sete acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele não pôde participar da estreia de sua seleção na Copa do Mundo devido a impedimentos legais. O governo de Gana contestou a decisão canadense, considerando-a injusta, uma vez que as acusações ainda não foram comprovadas.

Esses casos revelam uma realidade complexa no esporte. Enquanto os jogadores buscam a redenção e a continuidade nas suas carreiras, a discussão sobre responsabilidade e ética no mundo do futebol permanece acesa. Cada trajeto, cada decisão tomada, reflete não apenas um momento de glória, mas um chamado à reflexão sobre ações e consequências.

O que você pensa sobre a participação de atletas sob esse tipo de acusação em grandes eventos esportivos? Compartilhe sua opinião!

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