Advogada da Bahia acusa OAB de falhas em atendimento a casos de violência doméstica

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Uma advogada baiana, Laila Hage, fez uma denúncia chocante contra a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, ao afirmar que a entidade agiu em favor do seu ex-companheiro, Leonardo Dias Santos, durante um processo de medida protetiva por violência doméstica. O vídeo desgastante divulgado por Laila nas redes sociais expõe uma realidade alarmante: a OAB teria se habilitado no processo para defender um homem acusado de agressão, mesmo com sua suspensão temporária.

Um Chamado à Solidariedade

“Nos autos, a OAB Bahia se habilitou para defender o meu agressor”, disse Laila. Sua apelação vai além do caso pessoal; ela convoca todas as advogadas do Brasil a se manifestarem contra a situação que considera inaceitável. É exemplo de um sistema que ainda protege agressoras e não dá voz às vítimas.

O ex-companheiro de Laila já tinha um histórico de medidas disciplinares e, segundo ela, o processo não foi concluído apesar das inúmeras denúncias. A advogada revela um histórico de agressões violentas que incluem estrangulamento e ameaças constantes à sua vida e de sua família. “Eu fui sistematicamente violada, tanto fisicamente quanto psicologicamente”, lamenta.

Reação da OAB-BA

Em resposta, a OAB Bahia emitiu uma nota afirmando que sua intervenção no caso foi estritamente técnica, visando preservar as prerrogativas da advocacia. No entanto, as palavras não apagam a gravidade da situação denunciada por Laila. A Ordem garantiu que o caso de Leonardo está sob apuração no Tribunal de Ética e Disciplina e reafirmou seu compromisso com o combate à violência de gênero.

A complexidade do caso, que ocorre dentro do âmbito da Lei Maria da Penha, expõe uma verdadeira batalha entre fazer valer direitos e a luta interna por justiça. O cenário pintado pela advogada irradia desespero, mas também um apelo por mudança.

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O que este caso nos ensina? Que as vozes das vítimas ainda precisam ser ouvidas com urgência, e que a luta por justiça não se limita a um único tribunal. É um grito por proteção e ações concretas contra a violência de gênero. O desfecho dessa história pode não apenas ressignificar vidas, mas também influenciar a maneira como a advocacia e a sociedade lidam com a violência doméstica. E você, o que pensa sobre isso? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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