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Dado é parte da pesquisa Políticas Culturais e Dados, divulgada pelo Ministério da Cultura


Dado é parte da pesquisa Políticas Culturais e Dados –
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Em um cenário em que a cultura é um dos pilares fundamentais de uma sociedade, Salvador se destaca com um feito extraordinário. A capital baiana alcançou o primeiro lugar no uso percentual dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), segundo pesquisa Políticas Culturais e Dados, divulgada pelo Ministério da Cultura (MinC), que analisou 12 capitais brasileiras.
De dezembro de 2023 a julho de 2025, a Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), aplicou impressionantes 110,53% do valor repassado pelo governo federal, um total superior a R$ 18,5 milhões. O segredo? Uma gestão competente e inovadora dos recursos.
Esse percentual acima de 100% revela a habilidade da administração local, que manteve a verba em contas bancárias específicas, gerando rendimentos financeiros. Assim, Salvador não apenas utilizou a verba original, mas ainda conseguiu ampliar sua aplicação através dos juros obtidos.
Além de liderar na taxa de utilização, Salvador se tornou também a campeã per capita em editais culturais, com investimentos de R$ 7,53 por habitante. Este valor supera cidades como São Paulo (R$ 7,00) e Curitiba (R$ 6,97), que ocupam a segunda e terceira posição. Um destaque ainda maior surge ao verificar que a cidade foi a segunda que mais ampliou recursos além da verba federal, reafirmando seu compromisso com a cultura.
A pesquisa, que faz parte do ciclo ‘Diálogos Cultura em Dados‘, analisou 76 editais nas 12 capitais escolhidas com base em seu porte populacional e desenvolvimento socioeconômico. Salvador ficou empatada com o Rio de Janeiro na segunda posição, com três editais específicos focados em áreas estratégicas: biblioteca, patrimônio e culturas populares.
Fernando Guerreiro, presidente da FGM, atribui os resultados à aproximação constante com os produtores culturais locais. “A Política Nacional Aldir Blanc, que começou como uma resposta emergencial, se transformou em uma política robusta de apoio à cultura, sempre executada de forma ágil e profissional pela nossa equipe”, afirmou.
Segundo Guerreiro, o diálogo constante com agentes culturais e a busca pela desburocratização foram fundamentais para o sucesso dessa política, permitindo que diversas expressões artísticas e territórios se beneficiassem. E você, o que pensa sobre o papel da cultura em sua comunidade? Compartilhe suas ideias nos comentários!