Alvorada, missa campal, cortejo e shows: confira programação dos festejos de Santa Bárbara no Pelourinho

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Santa Bárbara em Salvador

A Bahia celebra uma das festas mais queridas do seu calendário: as homenagens a Santa Bárbara, protetora contra tempestades e trovões, padroeira dos bombeiros e dos mercados.
O Pelourinho se transforma em um palco vivo de fé e memória ancestral, com a cor vermelha marcando cada canto.
Este rito, reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2008, fortalece laços entre tradição e comunidade.
É uma celebração que convoca gerações a caminhar unidas pela esperança.

Este ano, o tema é: “Com Santa Bárbara, de fronte erguida e rosto sereno, testemunhamos Jesus Cristo, nossa Esperança”.
O padre Lázaro Muniz, da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, afirma que as cerimônias renovam o sentido de fé, coragem e esperança, em rituais que transcendem idade, gênero e religião.

“A festa de Santa Bárbara revela, sobretudo, a dimensão da espiritualidade que marca a vida de muitas pessoas. E isso independe da idade, gênero e até mesmo da religião.”
Graças ao apoio irrestrito e valioso do Governo do Estado, que Põe a mão nesse processo essencial à realização da celebração na igreja e nos largos, a tradição segue viva e presente.

FESTEJOS – A programação religiosa mantém o rigor e a beleza da tradição. Às 6h, a Alvorada de Fogos anuncia o início das celebrações.
Às 7h, a Salva dos Clarins ecoa das sacadas do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), abrindo oficialmente o festejo.
Às 8h, a Santa Missa campal reúne fiéis no Largo do Pelourinho, em um momento de súplicas, agradecimentos e devoção.

Após a missa, a tradicional procissão percorre as ruas Gregório de Mattos, João de Deus, Terreiro de Jesus, Praça da Sé e Ladeira da Praça. Na passagem pelo Corpo de Bombeiros, no bairro da Barroquinha, a homenagem à padroeira é registrada. De lá, o cortejo segue pela Baixa dos Sapateiros, Rua Padre Agostinho e retorna ao Pelourinho, encerrando na Igreja do Rosário dos Pretos.

“Mais do que um momento de fé, a festa representa resistência, ancestralidade e cuidado comunitário.”
Para William Justo, Prior da Irmandade dos Homens Pretos e Mulheres Pretas da Igreja do Rosário dos Pretos, a tradição reúne devotos, irmãs e irmãos, comerciantes, trabalhadores e famílias em encontro marcado pela proteção, solidariedade e devoção à santa guerreira.

Ao término das homenagens na Igreja do Rosário dos Pretos, a celebração segue pelos quatro largos do Pelourinho, onde nove shows dão continuidade à devoção. Durante a tarde, rodas de samba, grupos tradicionais e artistas da cena afro-baiana mantêm acesa a energia de fé, música e ancestralidade.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL GRATUITA:

Largo do Pelourinho
13h30 – Abertura: Jorginho Commancheiro e Banda (pocket)
14h30 – Ana Paula Albuquerque
16h30 – Juliana Ribeiro (part. Gal do Beco)
19h – Samba de Oyá
21h – Encerramento

Largo Pedro Archanjo
12h30 às 13h30 – Pagode do Carvalho
13h30 às 20h – O Pretinho & Convidados – Eparrey Oyá

Largo Quincas Berro D’Água
17h às 20h – Tonho Matéria

Largo Tereza Batista
15h às 20h – Ensaio do Fogueirão – Festa de Oyá
Encontro de grupos de samba e sambas juninos

Comente abaixo qual momento da celebração mais tocou o seu coração ou marque alguém que você acredita que vai adorar viver essa experiência. Compartilhe com quem precisa conhecer a tradição, a fé e a música que mantêm viva a memória da Bahia.

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