CULTURA
Cinema de Rua: 21 filmes urgentes da Bahia voltam ao Sesi Casa Branca

07/12/2025 – 4:05 h

Marcos, o Errante –
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Nos dias 11 e 12, às 18h, o Festival de Curtas da Cidade Baixa retorna ao Sesi Casa Branca, apresentando 21 produções baianas. Agora em sua segunda edição, o festival se consolida como uma plataforma vital para os realizadores do estado, trazendo obras que refletem a diversidade e os desafios do cotidiano baiano.
Com curadoria focada em estilos variados, a programação inclui filmes como Âmago, que desafia a percepção de suspense, e Lagoa Azul – Território Ameaçado, uma crítica urgente à especulação imobiliária em áreas de preservação ambiental. Em Sertão, de Ricardo Sena, a bucólica narrativa revela as tensões da violência crescente. Marcos, o Errante, de Thiago Brandão, oferece uma visão profunda sobre a vida nas ruas de Salvador.
De cineclube a festival
Mateus Lima, curador do evento, compartilha que a origem do festival remonta ao Cine Clube CBX, que estabeleceu um novo ritmo para a troca cultural. Este ano, 48 curtas foram inscritos, dificultando a seleção. A curadoria prioriza a força narrativa, a originalidade e a conexão com o público, revelando um panorama do cinema baiano que é ao mesmo tempo inovador e representativo.
Desafios superados
Realizar um festival independente nunca é simples. Desde sua criação, os organizadores enfrentaram desafios significativos ao estruturar um evento competitivo. Mateus destacou que o primeiro ano exigiu um intenso aprendizado sobre gestão e comunicação. As sessões regulares do cineclube consolidaram uma comunidade fiel, essencial para o sucesso desta nova edição.
Ao resgatar a tradição dos cinemas de rua, o evento busca democratizar o acesso ao audiovisual, reafirmando a importância cultural de espaços como o Sesi Casa Branca. Mateus enfatiza: “Descentralizar as sessões é uma forma concreta de democratizar o audiovisual, preservando uma experiência coletiva essencial à identidade da Cidade Baixa.”

Sertão, de Ricardo Sena | Foto: Divulgação
A segunda edição do festival não é apenas uma celebração do audiovisual, mas um convite à sociedade para se engajar e apoiar o cinema local em sua pluralidade e urgência. Que venham mais filmes, mais histórias e mais diálogos. Quem vai se juntar a esta movimentação?
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