Etanol de milho: um impulso significativo para a cadeia produtiva do grão

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Brasil enfrenta revolução no etanol: produção de milho cresce exponencialmente

Unidade da Inpasa dedicada à produção de etanol a partir do sorgo

Unidade da Inpasa dedicada à produção de etanol a partir do sorgo –

A produção de etanol a partir do milho no Brasil saltou de alarmantes 37 milhões de litros na safra 2013/2014 para impressionantes 8,3 bilhões de litros em 2025/2026. Essa trajetória vertiginosa, destacada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem), reafirma o potencial do milho como uma das bases da matriz energética nacional.

Para a safra 2025/2026, as previsões são ainda mais otimistas, com a meta de chegar a 10 bilhões de litros. “Esse crescimento não é apenas numérico; é uma revolução que redefine a indústria”, argumenta Guilherme Nolasco, presidente da Unem. Com mais de 25% da produção total de etanol vindo do milho, a importância desse grão nunca foi tão evidente.

Impacto da Expansão na Indústria

A estrutura industrial já reflete essa evolução; 19% do milho cultivado no país destina-se à produção de etanol. Hoje, o Brasil conta com 27 biorrefinarias em operação e várias outras em construção. Segundo a pesquisadora Maria Lúcia Ferreira Simeone, da Embrapa Milho e Sorgo, “o etanol de milho não é uma competição, mas uma valorização da cadeia produtiva”.

Renato Teixeira, diretor da Inpasa, ressalta a importância do setor industrial na valorização do milho. “Nossas biorrefinarias atingem 6,2 bilhões de litros de etanol por ano, mostrando que o milho tornou-se uma matriz energética de alta previsibilidade e eficiência”, afirma.

Investimentos e Sustentabilidade

A Inpasa está investindo R$ 1,3 bilhão na construção de uma unidade em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, que transformará o milho de um simples item de exportação em um pilar industrial. “Isso não só cria empregos, mas fortalece toda a cadeia produtiva do Nordeste”, comenta Teixeira.

Entretanto, esse crescimento acarreta desafios. Maria Lúcia Ferreira destaca que a sustentabilidade é crucial: “Precisamos elevar a produtividade sem expandir a área cultivada. Práticas como integração lavoura-pecuária e o programa Milho Baixo Carbono são fundamentais para atingir esse objetivo”.

O futuro da produção de etanol no Brasil é promissor, mas depende da capacidade de modernizar práticas agrícolas e manter a sustentabilidade. O que você acha das perspectivas do etanol de milho? Deixe sua opinião nos comentários!

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