
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela a alarmante situação da saúde mental entre adolescentes na Bahia. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 29,4% dos jovens de 13 a 17 anos frequentemente se sentem tristes, o que posiciona o estado em 12º lugar no país em termos de prevalência de tristeza crônica.
Fatores que Contribuem para a Tristeza
Dentre as causas desse mal-estar, destacam-se fatores como dificuldades nas relações familiares, pressão escolar, assédio moral e insegurança quanto ao futuro. Essa realidade preocupante exige uma resposta imediata das instituições de ensino.
Para abordar esse desafio, a rede estadual de ensino tem investido em infraestrutura e acolhimento. As novas escolas não se limitam a salas de aula convencionais; elas incluem teatros, quadras e até piscinas, promovendo um ambiente que incentiva o protagonismo estudantil e o uso saudável do tempo livre.
Iniciativas de Apoio psicológico
A Secretaria Estadual da Educação (SEC) lançou o núcleo “Educação que Cuida”, que reúne 54 psicólogos e assistentes sociais, focando no acolhimento e na identificação de vulnerabilidades. “A escola deve ser um espaço acolhedor e estimulante”, afirma Fabio Barbosa, diretor de execução das políticas para a educação básica da SEC. Projetos artísticos e culturais são utilizados como ferramentas de expressão e convivência, enquanto rodas de conversa abordam questões como bullying e ansiedade.
Outro fator de preocupação é o uso excessivo de redes sociais, que pode impactar a saúde mental de jovens. A restrição ao uso de celulares nas escolas visa reduzir o isolamento. A psicóloga Natalia aponta que essa mudança pode ajudar a diminuir os índices de ansiedade e depressão.
Além disso, a SEC criou o Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor (Pasvasp), que oferece suporte aos educadores. A gestora do Colégio Estadual Ministro Aliomar Baleeiro, Andreia Passos, exemplifica a importância desse programa, revelando como o acompanhamento psicológico transformou a vida dos professores e alunos.
A saúde mental não é um fardo exclusivo dos estudantes; é crucial cuidar de todos os envolvidos no processo educacional. Assim, a comunidade escolar é incentivada a refletir sobre como criar um ambiente colaborativo que promova o bem-estar emocional. Como você vê a situação dos jovens em sua escola? Deixe sua opinião nos comentários.