Brett King afirma que Brasil supera os EUA em inovação com o Pix: “Estamos 10 anos à frente”

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Compartilhar no Email O sistema financeiro global está à beira de uma revolução, e o Brasil se destaca como líder nesse avanço. Brett King, futurólogo e autor reconhecido, aponta que o Pix não é apenas um método de pagamento, mas sim uma infraestrutura que posiciona o país à frente de nações como os Estados Unidos, revelando uma transformação sem precedentes no setor financeiro.

King observa que o sucesso do sistema já começa a influenciar gigantes como Visa e Mastercard, que se preparam para um “futuro sem plástico”, onde a tokenização e os dados dominam. Essa evolução abre caminho para inovações além do dinheiro.

O futuro dos pagamentos: além do dinheiro

O futurólogo antecipa que a próxima etapa do Brasil será a transição para a digitalização de documentos. “Um documento de identidade em papel não será suficiente”, afirma King. Ele prevê que o Pix permitirá o envio de dados importantes, como registros médicos, diretamente para hospitais, reinventando a forma como interagimos com os serviços de saúde.

Além disso, King enfatiza a necessidade de sistemas robustos de identidade digital, fundamentais para suportar esta nova era de pagamentos e a integração com a Inteligência Artificial. A internacionalização do Pix também é uma possibilidade real, que poderá se conectar com moedas digitais e blocos econômicos, como os Brics.

A Inteligência Artificial e seus impactos disruptivos

Entretanto, King é cauteloso em relação à Inteligência Artificial, classificada por ele como uma bolha financeira. Embora os investimentos em IA estejam crescendo, ele alerta que essa tecnologia poderá provocar desarticulações profundas no mercado de trabalho, afetando tanto posições manuais quanto intelectuais. Segundo King, isso pode gerar um “sistema feudal moderno”, onde bilionários controlam a tecnologia e o restante da população depende de auxílios governamentais.

O eficiência do sistema bancário brasileiro, com exemplos como o Nubank — que opera com uma relação custo/receita de 26%, bem abaixo da média global de 58% — foi elogiada por King. Essa evolução requer que o Banco Central do Brasil evolua de mero regulador a provedor da infraestrutura tecnológica, garantindo que as empresas de tecnologia não superem o poder governamental.

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Essas considerações de Brett King nos provocam a refletir sobre o futuro da economia. O Brasil, portanto, não só participa da transformação — está moldando-a. Afinal, qual será o nosso papel nesse novo cenário? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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