ECONOMIA
**Posco enfrenta crise no Brasil: dívidas bilionárias e paralisação**


Passivo pode chegar a R$ 1 bilhão –
Fechar
A Posco Engineering & Construction Co, gigante sul-coreana, deixou um rombo que pode ultrapassar R$ 1 bilhão no Brasil, apresentando apenas R$ 109,80 em sua conta corrente. A empresa, criada especificamente para construir a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) no Ceará, declarou autofalência em setembro de 2025, após anos de inadimplência com trabalhadores, fornecedores e o Fisco.
Responsável por uma das maiores obras privadas do estado, a Posco recebeu US$ 5,5 bilhões (aproximadamente R$ 28 bilhões) para erguer a usina, montante que alega ter sido totalmente pago.
**Caminho do auge ao colapso**
A CSP entrou em operação em 2016 e, desde então, os atrasos e calotes se tornaram frequentes. Em 2023, a ArcelorMittal adquiriu a siderúrgica por US$ 2,2 bilhões, mas a Posco ficou sem novos contratos e acumulou dívidas. Ao solicitar a falência, alegou uma “crise econômica estrutural e insuperável” e listou 40 empresas envolvidas.
**Credores em alerta: o impacto da autofalência**
A autofalência permitiu à Posco interromper cobranças judiciais e centralizar ações, causando revolta entre credores que consideram os valores reconhecidos de R$ 644 milhões insuficientes. A discrepância em relação à dívida tributária levantou suspeitas, e os credores já preveem ações legais para anular a falência.
O advogado Frederico Costa, presidente da Associação Internacional dos Credores da Posco, declarou: “O dinheiro simplesmente não ficou no Brasil. Foi enviado para fora e deixou uma cadeia produtiva prejudicada.”
Além disso, a desconsideração da personalidade jurídica pode permitir a responsabilização da matriz sul-coreana, intensificando a pressão sobre a Posco.

Posco reconhece a insolvência – | Foto: Divulgação / Posco
Enquanto isso, o administrador judicial cita custos crescentes e a pandemia como justificativas, mas credores contestam: “Não houve surpresa, foi um projeto totalmente pago”.
A Posco, controlada pela Posco Engineering & Construction Co, não mantém sede ativa no Brasil e alega ter encerrado suas atividades, gerando dúvidas entre trabalhadores e fornecedores sobre a gestão dos recursos bilionários.
As inconsistências e o rombo financeiro deixaram a comunidade local em alerta. Como uma obra valiosa pôde resultar em uma conta com apenas R$ 109? Somente o tempo dirá.
Compartilhe sua opinião ou experiências sobre essa situação nos comentários.