Câmaras setoriais discutem perspectivas para a produção baiana do sisal e cacau na Bahia em 2026

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Produção de Sisal e Cacau na Bahia
No início de outubro de 2026, um importante encontro ocorreu no Auditório do Pavilhão do Governo durante a Fenagro 2025, onde as Câmaras Setoriais discutiram as perspectivas para a produção do sisal e do cacau na Bahia. Entre as iniciativas propostas, destaca-se a criação de uma unidade-piloto para a usina central de desfibramento do sisal e a formação de um fundo dedicado ao apoio da produção cacaueira, visando enfrentamento de desafios como a monilíase.

Pablo Barrozo, titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), enfatizou o papel crucial das Câmaras Setoriais na construção de políticas públicas coletivas. Ele destacou que a atuação dos membros é essencial e que a Seagri se compromete a apoiar esses esforços.

Durante a reunião do setor sisaleiro, foram abordados detalhes da primeira usina central de desfibrilamento que deve ser instalada em Conceição do Coité, prometendo melhorias na organização do trabalho, no armazenamento e no reaproveitamento dos resíduos. Além disso, para o ano que vem, estão programadas visitas a órgãos públicos e uma série de estratégias para maximizar o aproveitamento da planta, atualmente limitando-se a apenas 4% de uso na indústria, além de combater pragas como a “podridão vermelha”.

Rafael Mota, presidente da Câmara do Sisal, reforçou a importância desse momento para discutir a cadeia produtiva, que representa mais de 800 mil empregos diretos e indiretos em cerca de 35 municípios do semiárido baiano. Ele salienta que o sisal é uma referência de qualidade voltada principalmente para a exportação, onde a demanda por fibras longas e macias é crescente. Com isso, o fortalecimento da cadeia envolve desde a melhoria do produto até questões de transporte e precificação.

Desafios na produção do cacau
Na Câmara Setorial do Cacau, a agenda focou nas doenças fúngicas, que são um desafio constante em ambientes úmidos, e na necessidade de criar um fundo para fortalecer a pesquisa no setor. Fausto Pinheiro, presidente da Câmara, destacou que a Bahia detém 65% da produção nacional de cacau e que é fundamental agregar valor ao produto, melhorando a qualidade dos grãos e incentivando a organização nas vendas.

As reuniões das Câmaras Setoriais da Agricultura, realizadas de forma híbrida, assim como as que ocorrerão nos dias posteriores sobre o Dendê e a Citricultura, refletem um esforço colaborativo entre a esfera pública, privada e a sociedade civil. Essas discussões são vitais para que a Bahia se torne um modelo na produção agrícola sustentável.

Estamos testemunhando um momento decisivo para a agricultura baiana. O que você acha dessas iniciativas? Compartilhe suas ideias e contribuições nos comentários!

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