Consciência Negra mobiliza rede estadual de ensino no Recôncavo Baiano

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Consciência Negra no Recôncavo Baiano

Durante o mês de novembro, um importante movimento ganha força nas escolas estaduais do Recôncavo Baiano: ações que reforçam a Consciência Negra, promovendo discussões sobre identidade, cultura e ancestralidade. Mobilizadas pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) e organizadas pelo Núcleo Territorial de Educação do Recôncavo (NTE 21), essas iniciativas não apenas oferecem aprendizado, mas também unem a comunidade escolar em um propósito maior: o combate ao racismo.

No Colégio Estadual de Cachoeira (CEC), a programação teve um início marcante. A mesa redonda dedicada a Luiz Alberto Santos, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado da Bahia, destacou figuras que moldaram a luta antirracista. Djenane Santos, coordenadora de Projetos Artísticos e Culturais da SEC e filha de Luiz Alberto, enfatizou a importância de reviver essas “reliquias negras”. “Trazer essa temática é vital, e meu pai me inspira a lutar por igualdade racial”, declarou ela, ressaltando seu compromisso pessoal.

O CEC não parou por aí. Com oficinas de poesia, rodas de conversa e um desfile programado para o dia 28 de novembro, a escola propõe um envolvimento ativo dos alunos. A professora Jéssica Santana sublinhou a importância dessa memória: “Precisamos valorizar aqueles que construíram nosso passado e continuam a inspirar o presente.” Júlya Gomes, uma estudante da 2ª série, complementou: “Devemos ser respeitados, independentemente de qualquer coisa. Essa é a nossa essência como seres humanos.”

Promovendo o Protagonismo Estudantil

Iniciativas semelhantes estão acontecendo em diversas cidades. Em Maragogipe, estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional do Vale do Paraguaçu uniram saberes tradicionais e ciência para abordar temas como intolerância religiosa e racismo ambiental. Já em São Félix, o Colégio Estadual Rômulo Galvão homenageou o legado das lavadeiras com uma mostra artística, celebrando resistência e memória.

No Distrito de Geolândia, o Colégio Estadual Albérico Gomes Santana – Anexo 1 realizou a I Feira Preta, promovendo diversas expressões culturais. Em Governador Mangabeira, o projeto “Consciência Negra 2025 – Os Negros e as Negras na Produção do Conhecimento” também ganhou destaque. A diretora do NTE 21, Lilia Cristina Peixoto dos Santos, destacou o impacto destas ações: “O protagonismo estudantil fortalece a valorização da cultura afro-brasileira. É gratificante ver a conscientização crescendo, combate à intolerância e a discriminação sendo promovidos.”

As escolas do Recôncavo Baiano mostram que a educação vai além das salas de aula. Trata-se de uma construção comunitária que resgata e valoriza a ancestralidade e promove igualdade. E você, o que pensa sobre a importância da Consciência Negra nas escolas? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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