ARTIGOS
Giovanna Victer, Secretária da Fazenda de Salvador, compartilha a visão dos prefeitos brasileiros sobre inclusão social e financiamento climático

06/11/2025 – 0:10 h

Giovanna Victer, secretária de Fazenda de Salvador –
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Recentemente, o Rio de Janeiro foi sede do C40 Cidades, que promoveu o Fórum de Lideranças Locais, um evento que reuniu representantes de metrópoles globais como Londres, Lima e Paris, além de prefeitos de mais de 100 cidades brasileiras, incluindo Salvador e Curitiba. Este fórum foi uma oportunidade única para discutir a transição climática e a criação de um futuro urbano sustentável. Com 80% da população brasileira vivendo em áreas urbanas, a necessidade de fortalecer a capacidade das administrações municipais se tornou um tema preponderante.
Os gestores municipais, conscientes de suas responsabilidades, se comprometeram a liderar um movimento em prol da justiça climática, integrando grupos marginalizados, como mulheres e comunidades periféricas, nas políticas públicas e programas de adaptação climática. A inclusão social não pode ser um mero complemento; deve ser o centro das decisões que moldam o futuro das cidades.
Transformar intenções em ações efetivas é o verdadeiro desafio. O evento evidenciou a importância de políticas que garantam habitação inclusiva, saneamento e mobilidade sustentável. Salvador, por exemplo, foi reconhecida pela Bloomberg Philanthropies por seu programa Recicla Capital, que promove a coleta seletiva e remunera cooperativas de catadores. Essa iniciativa exemplifica como a sustentabilidade pode ser aliada à inclusão social e à geração de renda.
Outro ponto crucial discutido foram as necessidades de financiamento para as iniciativas de adaptação climática. As cidades exigem acesso a fontes de financiamento nacionais e internacionais com condições adequadas para enfrentar eventos climáticos extremos. Os prefeitos defenderam a criação de linhas de crédito com juros reduzidos e um regime tributário que favoreça soluções climáticas inovadoras.
Os líderes locais se posicionaram como agentes de mudança, prontos para implementar ações efetivas na luta por um futuro mais justo e sustentável. A mensagem ressoou clara: é hora de irmos além das palavras e agir. “mãos à obra” é o chamado que ecoa entre os responsáveis pela construção de um novo paradigma urbano.
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