POLÍCIA
Traficante baiano tinha dois mandados de prisão e usava roupa camuflada semelhante à divulgada nas redes


Traficante baiano tinha dois mandados de prisão em aberto –
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O enigma que cercava a suposta morte de Maria Eduarda Santos, conhecida como Penélope ou “Japinha do CV”, ganhou contornos surpreendentes. Em uma reviravolta, a Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o corpo inicialmente atribuído à mulher pertencia, na verdade, a um traficante baiano, vítima da megaoperação que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha no último dia 28.
A confusão se instaurou quando imagens de um corpo em roupas camufladas e com um ferimento de fuzil no rosto começaram a circular nas redes sociais, sendo amplamente replicadas como sendo de “Japinha do CV”. Familiares da jovem lamentaram a suposta perda e pediram, em postagens emocionadas, que as imagens não fossem mais divulgadas: “Por favor, parem de postar as fotos dela morta. Eu e minha família estamos sofrendo muito”, desabafou sua irmã.
Entretanto, a verdade veio à tona. O corpo era de Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural de Feira de Santana, na Bahia, que já enfrentava dois mandados de prisão por tráfico de drogas e por integrar uma organização criminosa. O esclarecimento foi feito pela Polícia Civil, que enfatizou: “Não havia nenhuma mulher entre os opositores mortos na Operação Contenção.”
Ricardo foi um dos 12 baianos que perderam a vida na Operação Contenção, considerada a mais letal da história do Rio. Com um saldo trágico de 117 suspeitos mortos, quatro policiais e inúmeras prisões, a operação levantou muitos questionamentos. Moradores relataram que corpos foram recolhidos sem ordem em diferentes locais da comunidade.
À medida que a lista de falecidos foi divulgada sem menção a Penélope, surgiram especulações sobre seu paradeiro. Muitos internautas afirmaram que ela estaria viva, especialmente após perfis supostamente dela começarem a publicar conteúdos, incluindo vídeos e propostas comerciais. Isso levou à conjectura de que a notícia de sua morte poderia ter sido uma estratégia para despistar as autoridades e facilitar uma fuga.
Penélope, apontada como uma combatente de confiança do Comando Vermelho, ocupava uma posição de destaque dentro da facção. Durante a operação, rumores indicavam que ela teria confrontado a polícia e morrido em um tiroteio. Curiosamente, a roupa camuflada que ela teria usado era, de fato, a mesma de Ricardo Aquino.
Com uma trama cheia de mistérios e reviravoltas, essa história nos lembra do impacto que as operações policiais podem ter, não apenas sobre traficantes e suas redes, mas sobre a vida de tantos outros ao redor. O que você pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.