O PODER FEMININO NO ZOOBOTÂNICO
No coração do Parque Zoobotânico da Bahia, um time de mulheres dedica-se incansavelmente à proteção e cuidado da fauna brasileira. Entre elas, Valdirene Santos, a única mulher tratadora, entra em ação antes mesmo do sol nascer, garantindo que os animais encontrem um ambiente acolhedor. “Cuidar dos animais é um trabalho que exige amor e atenção, cada pequeno detalhe faz a diferença”, explica.
Val, como é carinhosamente chamada, não apenas limpa e alimenta; sua observação atenta e minuciosa é fundamental para identificar qualquer alteração no comportamento dos animais, um talento que contribui diretamente para o bem-estar da fauna. “Amo o que faço. Cuidar de animais é fortalecer minha saúde mental e um orgulho que não tem preço”, ressalta.
A LIDERANÇA QUE INSPIRA
Mas a presença feminina não se limita ao cuidado direto com os animais. Ana Celly Lima, bióloga e administradora do parque, é um exemplo de liderança forte e capaz. Começou sua trajetória como estagiária em 2006 e, após abundantes experiências em várias áreas, agora gerencia mais de mil animais e quase 200 colaboradores. “O maior desafio é a gestão de pessoas. É essencial ouvir e entender as necessidades de cada um”, explica.
Ana também leva orgulho por fazer parte de uma equipe em que as mulheres desempenham papéis cruciais, desde coordenadoras técnicas até gestoras administrativas. “Aqui, as mulheres não apenas ocupam espaços, elas os transformam com visão e competência”, conclui.
A TRANSFORMAÇÃO PROTAGONIZADA POR MULHERES
Com quase 200 colaboradores, a diversidade de mulheres no parque é notável; médicas veterinárias, biólogas e educadoras ambientais estão entre as profissionais que garantem o funcionamento adequado do espaço. Cada uma, com sua expertise, contribui para uma experiência enriquecedora aos visitantes.
Neste Dia Internacional da Mulher, o Parque Zoobotânico celebra não apenas uma data, mas a força transformadora das mulheres que, com paixão e dedicação, promovem o cuidado e a preservação da fauna e do meio ambiente. Quando as mulheres ocupam espaços, elas não apenas trabalham; elas mudam o mundo.