Uma denúncia explosiva contra o prefeito de Ibitiara, Wilson de Bududa (PSD), aponta um suposto esquema de “veículos fantasmas” que pode ter desviado mais de R$ 1,6 milhão dos cofres públicos em 2025. Formalizada pelos vereadores Dilma Lemos (PT) e Guel do Caldeirão (PT), a representação implicou o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF) na investigação.
Irregularidades que Chamam a Atenção
Dados do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) embasam as acusações. A prefeitura teria pago R$ 1,37 milhão por veículos locados que não têm registro de abastecimento, sugerindo que nunca foram utilizados. Em contrapartida, cerca de R$ 321 mil foram gastos com combustíveis para veículos fora de qualquer contrato com a administração.
As evidências revelam um padrão de inconsistências. A vereadora Dilma Lemos enfatiza a necessidade de uma investigação rigorosa sobre o destino dos recursos: “Estamos diante de dados objetivos que não podem ser ignorados.”
Potenciais Crimes e Chamado à Ação
Os parlamentares estão solicitando a abertura imediata de inquérito, perícias técnicas e a remessa do caso ao Ministério Público Federal (MPF). As ações podem configurar crimes como peculato e fraudes em contratos administrativos, além de possíveis associações criminosas.
Essa não é a primeira vez que a gestão de Bududa é questionada. Denúncias anteriores, como o escândalo envolvendo pagamento em duplicidade, levantam dúvidas sobre a integridade dessa administração. O vereador Guel do Caldeirão destaca que “as falhas não são erros isolados, mas sim indícios de um esquema estruturado”.
Em 2022, o TCM-BA já havia apurado irregularidades em um contrato de honorários com um escritório de advocacia, envolvendo diretamente o prefeito e o secretário de Finanças. A taxa de 20% sobre valores recuperados do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) levanta uma nova onda de suspeitas sobre a gestão municipal.
A população de Ibitiara e os órgãos competentes aguardam respostas contundentes sobre essas graves acusações. Quais serão os próximos passos na investigação? Este é um momento crucial para a democracia e a transparência pública.
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