Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acendeu um novo debate sobre a linguagem em nosso país. O governo tomou uma decisão significativa: a proibição oficial do uso de expressões como “todes” e “elu” na administração pública, abrangendo a União, Estados e municípios. Essa mudança está registrada na Lei n.º 15.263/2025, sancionada por Lula e divulgada no Diário Oficial da União no dia 17.
Com esta norma, todos os órgãos públicos devem adotar a norma culta da língua portuguesa em seus documentos, formulários, comunicados e atendimentos. Esse movimento visa otimizar a comunicação entre o governo e a população, tornando-a mais clara e acessível.
A estratégia de proibição da linguagem neutra foi integrada a um projeto mais amplo que promove a chamada “linguagem simples”. O objetivo é que informações oficiais sejam redigidas de forma que qualquer cidadão consiga entender e utilizar sem dificuldades. Para isso, a lei elenca várias técnicas a serem adotadas pelos órgãos públicos, como:
- Utilização de frases curtas e em ordem direta;
- Preferência pela voz ativa;
- Evitar termos vagos, jargões e estrangeirismos;
- Eliminação de redundâncias;
- Substituição de substantivos por verbos sempre que possível;
- Priorização da clareza e objetividade.
Com a implementação dessa nova norma, os órgãos que continuarem a usar linguagem neutra poderão enfrentar exigências para ajustar seus documentos e comunicações ao padrão estabelecido. Essa mudança pode ser um passo importante para estreitar a relação entre cidadãos e suas administrações.
Qual a sua opinião sobre essa proibição? Você acredita que a linguagem neutra deve ter espaço na comunicação pública? Compartilhe suas ideias nos comentários!