Câmara avança na proposta de fim da escala 6×1: entenda as mudanças para os trabalhadores e os próximos passos

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Protesto pelo fim da escala 6x1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a desgastante escala 6×1, onde os trabalhadores laboram seis dias consecutivos e têm apenas um dia de descanso. Com a relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA), a proposta avançou por unanimidade, apenas na análise de admissibilidade, sem discutir o mérito.

O que muda para o trabalhador

O juiz Rodolfo Pamplona, da 32ª Vara do Trabalho de Salvador, acredita que essa proposta é um passo significativo rumo a um ambiente de trabalho mais humano e digno. “É um marco civilizatório que deve ser celebrado”, afirma. Embora reconheça o avanço, Pamplona alerta que os impactos reais dependem do texto final da proposta, que ainda deverá passar por ajustes e votação.

Setores mais impactados

O advogado trabalhista Maurício Sampaio ressalta que a proposta pode reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para cerca de 40 horas. Com a implementação da escala 5×2, os trabalhadores teriam mais tempo para lazer e família, contribuindo para a saúde mental e física. Setores como comércio e serviços, que atualmente operam em escalas contínuas — como supermercados e telemarketing — necessitarão reestruturar suas equipes para atender à nova norma.

Sampaio comenta que, embora as adaptações iniciais possa acarretar custos, o longo prazo promete benefícios significativos em produtividade e redução de afastamentos. Para ele, a adequação é viva, e outras mudanças já foram implementadas com sucesso no passado.

Toda adaptação não é fácil, mas é plenamente viável. A atividade empresarial se adequará tranquilamente a este avanço, como já ocorreu em outras mudanças ao longo das décadas.

Quando começa a valer

A PEC ainda precisa passar por uma comissão especial e será discutida em detalhes, incluindo a possibilidade de uma transição gradual para as empresas. Este processo será seguido de votação em dois turnos no plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para o Senado. A expectativa é que o texto seja avaliado até o fim de maio, mas a data exata de sua implementação ainda está indefinida.

O relator Paulo Azi alerta que o modelo atual penaliza especialmente os trabalhadores menos favorecidos, impactando desproporcionalmente mulheres e jovens. “Quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, conclui. Essa proposta representa uma esperança para aqueles que batalham diariamente por condições de trabalho mais justas.

Imagem ilustrativa da imagem Fim da escala 6x1 avança na Câmara: veja o que muda para o trabalhador e próximos passos

| Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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