Gag, tankar e delulu: entenda como gírias estão desafiando a língua portuguesa

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Expressões como “não tankei”, “isso foi muito gag” e “tá delulu” ganharam corpo entre os jovens da Geração Z, moldadas pela internet e as redes sociais. Esses novos dizeres não apenas renovam a comunicação, mas também despertam debates sobre suas implicações no português.

Transformações Linguísticas

Para Sidinéia Azevedo, professora de Redação e Língua Portuguesa do Bernoulli Educação, essas gírias refletem um fenômeno natural da língua. Contudo, é crucial ficar atento quando as expressões ultrapassam a informalidade. “As gírias são parte da identidade juvenil e acompanham os movimentos sociais. O desafio está em entender os diferentes contextos de comunicação”, aponta.

Termos como “tankar” surgiram no universo dos jogos e hoje indicam a capacidade de suportar situações. “Delulu”, derivada de “delusional”, descreve comportamentos fantasiosos, enquanto “gag” é utilizada para reações a situações inesperadas.

Sidinéia observa que a rapidez da comunicação digital acelera a circulação de palavras, afirmando que uma nova expressão pode ser viral em questão de dias. Além disso, cada vez mais professores notam esses termos na linguagem escolar, desde redações até e-mails acadêmicos.

A Nova Era da Comunicação

Azevedo ressalta que a oralidade e a escrita desempenham funções distintas. “O aluno deve saber usar gírias em conversas informais, mas a escrita acadêmica requer clareza”, explica. O ideal, segundo ela, não é combater tais expressões, mas ensinar a transitar entre estilos. “A escola deve mostrar que essas gírias não são inimigas, mas parte do repertório linguístico.”

A discussão também destaca uma faceta da Língua Portuguesa: sua diversidade regional. Assim como as gírias digitai se transformam rapidamente, palavras tradicionais variam conforme a região do Brasil, refletindo uma língua viva, rica em identidade cultural.

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Essas transformações são fundamentais para entender a língua como um organismo em constante evolução. Como você se sente em relação a essas mudanças? Compartilhe suas opiniões e contribua para essa discussão vibrante.

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