Estado impulsiona produção de leite e transforma a realidade de famílias rurais no Oeste da Bahia

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A cadeia produtiva do leite no Oeste da Bahia está passando por transformação significativa, graças a investimentos do Governo do Estado e à atuação da Cooperativa dos Produtores de Leite do Oeste da Bahia (Cooperleite). O foco? Aumentar a produção e a renda dos agricultores familiares, garantindo a permanência das famílias no campo.

Com mais de 500 produtores atendidos em oito municípios, a Cooperleite oferece assistência técnica, infraestrutura e logística, além de melhorar a comercialização dos produtos. Fundada em 2008, a cooperativa enfrentou dificuldades, mas sua reestruturação trouxe um novo fôlego e permitiu a instalação de bases de resfriamento de leite e a aquisição de equipamentos agrícolas.

Elisabete Costa, secretária de Desenvolvimento Rural da Bahia, enfatiza que fortalecer a cadeia do leite é fundamental para o desenvolvimento rural. “Esse investimento promove segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, apoiando a agricultura familiar, que é crucial para a produção de alimentos e a economia local”, explica.

Beatriz Santos, assistente técnica da Cooperleite, ressalta a importância da cooperativa na ligação entre produtores e indústria, oferecendo melhores condições e preços. “O apoio oferecido mudou a vida das famílias, trazendo jovens de volta ao campo e melhorando a qualidade de vida”, afirma.

Atualmente, a cooperativa comercializa cerca de 600 mil litros de leite por mês, impulsionando novos investimentos e movimentando a economia regional. Orlando Bispo, presidente da Cooperleite, destaca que a reorganização da cooperativa resultou em diversas melhorias nas propriedades, permitindo que alguns produtores passem de uma média de 20 para até 800 litros diários.

Zenilda Souza, agricultora de Wanderley, percebeu a valorização do leite na região. “Antes, o leite tinha um preço baixo. Com a cooperativa, nossa renda melhorou e conseguimos investir em nossa propriedade”, relata. O produtor Cícero José Filho também confirma que a Cooperleite ajudou a elevar sua produção e renda, permitindo investimentos na sua propriedade.

Melhoramento genético amplia produtividade e qualidade do leite

Outro avanço importante foi o investimento em melhoramento genético dos animais, por meio de programas de inseminação artificial. A presidente da Associação Proleite, Angela Francisca Oliveira, comenta como essa iniciativa transformou a pecuária leiteira na região. “Os produtores aprenderam que a qualidade do rebanho é mais importante que a quantidade”, afirma.

Com melhorias na alimentação e qualidade do leite, os ganhos de eficiência e rentabilidade das propriedades se tornaram visíveis. O programa representa um novo modelo produtivo que prioriza qualidade e sustentabilidade, consolidando a cadeia do leite no Oeste baiano.

A transformação na cadeia leiteira do Oeste da Bahia é um exemplo da força da agricultura familiar e dos benefícios que podem surgir com o apoio adequado. Você, o que pensa sobre essa mudança? Compartilhe suas ideias e impressões nos comentários!

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