A tensão no Salvador Bahia Airport aumenta entre taxistas e a gestão da VINCI Airports, que controla a área. Após a recente implementação do sistema Kiss and Fly — que cobra permanência nas áreas de embarque e desembarque — agora surge um novo conflito: a retirada de uma placa de sinalização que indicava vagas para táxis. Essa placa, instalada pela prefeitura, causou indignação entre os profissionais que dependem dela para trabalhar.
Na quinta-feira, 28, apenas um dia após a instalação, a placa foi ameaçada de ser retirada a mando do CEO da VINCI, Júlio Ribas. Denis Paim, presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), revelou a pressão recebida: “Os taxistas me ligaram aflitos dizendo que Vinci queria tirar a placa”. A controvérsia se intensificou quando Paim se dirigiu ao aeroporto para verificar a situação e foi informado de que a instalação havia sido feita com a devida autorização da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob).
A VINCI e Seu Poder no Aeroporto
O confronto se agravou. Segundo Paim, ao conversar com Júlio Ribas, este teria afirmado que a gestão da VINCI é a única autoridade na área, desconsiderando a prefeitura: “Ele disse que a prefeitura não manda lá. Se eles [VINCI] não querem, a placa vai ser retirada”, relatou Paim. Essa postura levanta questionamentos sobre a real autoridade no aeroporto: quem realmente controla o espaço? A repetida afirmação de Ribas gera uma sensação de impotência entre os taxistas.
Essa não é apenas uma questão burocrática; para os taxistas, a placa simboliza a luta diária por reconhecimento e um lugar de trabalho garantido. O impacto de sua retirada, nas palavras de Paim, é uma “perseguição à categoria”, já que, segundo ele, a placa não prejudica o tráfego de veículos na área de desembarque.

A reportagem questionou a assessoria da VINCI sobre o motivo da retirada da placa, mas não obteve resposta até o fechamento deste texto. Também foram feitos esforços para contatar o secretário da Semob, Pablo Souza, sem sucesso. A luta por um espaço digno para os taxistas continua, e a questão agora recai sobre a parceria entre as instituições: como garantir que a voz da prefeitura e dos profissionais seja ouvida?
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