CARNAVAL
Centro do Carnaval: Refúgio dos Veteranos

Everaldo, a esposa, a irmã e a prima. –
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Neste Carnaval, os idosos que desfilam pelo Circuito Osmar revelam seu espírito inabalável. No Campo Grande, longe da agitação da Barra, eles encontram seu espaço de alegria e estratégia, provando que a experiência conta mais que a juventude. Enquanto os jovens lutam contra multidões, os veteranos se divertem com um ritmo próprio.
Inteligência Emocional e Urbana
Para Janete dos Santos, de 70 anos, o Carnaval é seu “presente de aniversário”. Ela revela: “Quando há Carnaval, estou sempre aqui. O Campo Grande é mais tranquilo e melhor para mim”. A escolha é clara; a praticidade impera em sua decisão de evitar a muvuca da Barra.
Everaldo Raimundo de Brito, 65, partilha dessa percepção: “O Campo Grande é uns 10 a 0 na Barra”. Com uma logística simples, ele destaca como o tradicional circuito ainda é a essência do Carnaval. “A festa nasceu aqui e, com certeza, vai sobreviver”, afirma com confiança.
A Folia de Raízes
Para o animado Antônio Carlos Pessoa, de 70 anos, a irreverência faz parte do Carnaval. Ele exibe sua fantasia de “Corno Fiel”, refletindo a cultura soteropolitana com humor. “A vida deve ser leve, sem estresse, e todos nós sabemos como ser queridos”, ensina o veterano da festa.
A aposentada Neusa Ramos, 75 anos, não resiste ao chamado da festa. “Moro em cima do Carnaval e não consegui ficar só olhando da janela. Este ano está tudo ótimo”, relata entusiasmada, mostrando que a alegria do Carnaval atravessa gerações.

Neusa Ramos | Foto: Isabela Cardoso / AG. A TARDE
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