
Imagine um lar que não apenas abriga, mas também conecta, sustenta e se adapta às necessidades em constante mudança dos seus moradores. À medida que avançamos em direção a um futuro cada vez mais próximo da ficção científica, a visão do “imóvel do futuro” ganha forma: sustentável, inteligente e perfeitamente alinhado com a nova dinâmica das famílias modernas.
Estudos da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA), da Brain Inteligência Estratégica e do IBGE revelam um panorama intrigante. Com a menor taxa de fecundidade e a ascensão de famílias reduzidas, surge a demanda por imóveis que, além de abrirem as portas para a tecnologia, também abraçam soluções sustentáveis. Um levantamento recente mostra que 57% dos nordestinos consideram práticas ambientais na hora de comprar imóveis, sendo construções que utilizam materiais ecológicos e possuem tecnologias que minimizam o desperdício especialmente valorizadas.
Porém, a verdadeira transformação vai além da adoção de soluções verdes. Segundo a especialista Lirandina Gomes, as ações sustentáveis são vitais na luta contra a emissão de gases de efeito estufa e a preservação dos recursos naturais. “Com essa crescente preocupação, espera-se que esses imóveis se tornem mais acessíveis a diferentes classes sociais”, enfatiza Lirandina, destacando iniciativas como o IPTU Verde, que premia com incentivos fiscais as construções que adotam práticas ecológicas.
Além disso, a conectividade se destaca como um pilar fundamental. Em um contexto onde 9 em cada 10 baianos acessaram a internet em 2024, o futuro dos condomínios está alinhado com a evolução tecnológica. Imóveis 4.0 prometem revolucionar a vida em comunidade, onde tudo, desde a iluminação até a climatização, será controlado de forma integrada, trazendo conforto e eficiência.
Com a mudança no perfil das famílias, que agora tendem a ser menores com a diminuição dos lares tradicionais, o mercado imobiliário também se adapta. Dados do Censo de 2022 revelam um aumento significativo de residências ocupadas, impulsionado pela preferência por empreendimentos verticais. Essa transformação é um reflexo direto das novas necessidades habitacionais, com a verticalização respondendo à demanda por menos espaço, uma vez que as famílias modernos não requerem mais grandes áreas.
Neste cenário em que o imóvel do futuro já se vislumbra no horizonte, somos convidados a refletir: como você imagina sua casa ideal? Compartilhe suas ideias nos comentários e vamos juntos explorar esse futuro que já começa a se desenhar!