Indústria baiana prevê perda na petroquímica e ferroligas com tarifaço

Compartilhe

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) manifestou preocupação caso o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros proposto pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), entre em vigor.

Para a FIEB, caso a medida seja adotada, pode afetar segmentos relevantes da indústria baiana e comprometer a competitividade de bens industriais exportados pelo estado. Além disso, a federação aponta que os EUA ocupam posição relevante para o comércio exterior da Bahia.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

“Uma elevação tarifária dessa magnitude pode ter efeitos significativos sobre empresas exportadoras, cadeias produtivas locais e setores industriais que possuem relação direta com o mercado norte-americano”, disse em nota.

Segmentos mais impactados

Entre os produtos baianos que podem ser impactados estão o ferro silício e produtos químicos como benzeno e butadieno. Esses itens integram cadeias produtivas industriais importantes, especialmente nos segmentos de ferroligas, química e petroquímica, e contribuem para a inserção internacional da indústria baiana.

Ainda de acordo com a federação, a elevação da tarifa tende a encarecer os produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos, reduzir margens, pressionar contratos comerciais e abrir espaço para concorrentes de outros países.

“A preocupação é ainda maior porque a proposta incide sobre produtos manufaturados e intermediários industriais, justamente aqueles que agregam valor, geram empregos qualificados e fortalecem cadeias produtivas locais. No caso da Bahia, eventuais restrições comerciais podem afetar tanto empresas exportadoras quanto fornecedores e prestadores de serviços vinculados às cadeias afetadas”, disse a FIEB.

Leia Também:

O setor ainda considera que a relação comercial entre os EUA e Brasil deve ser mantida através de cooperação e com avaliação dos impactos setoriais e regionais e que a FIEB acompanhará o tema para defender a competitividade do setor.

“A Federação reforça que o momento exige diálogo institucional, previsibilidade e cooperação entre os dois países, de modo a evitar prejuízos às cadeias produtivas e à relação comercial construída ao longo de décadas”, finaliza a federação.

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você