A Prefeitura de Ituberá, localizada no Baixo Sul da Bahia, criou uma nova taxa ambiental chamada Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI). O valor fixo é de R$ 200 e será cobrado de turistas e visitantes durante o festival de música eletrônica Universo Paralello.
Muitos frequentadores do evento têm contestado essa cobrança, principalmente por se tratar de uma despesa adicional em um evento que já envolve custos significativos. “Toda vez que vamos para lá precisamos levar praticamente tudo! Desde bebidas até itens essenciais. Para quem tem crianças, as despesas aumentam ainda mais. Sem o Universo Paralello, Pratigi não tem estrutura adequada para receber visitantes”, afirmou um frequentador que preferiu não se identificar.
A taxa será cobrada através da emissão de um voucher, que já inclui o custo para toda a estadia do visitante no município. O Universo Paralello, um dos maiores festivais de arte e música eletrônica da América Latina, está programado para acontecer na Praia de Pratigi entre os dias 27 de dezembro de 2026 e 4 de janeiro de 2027.
Isenções e regras de aplicação
Vale ressaltar que essa taxa não abrange apenas os participantes do festival. Todos os visitantes que entrarem no município nesse período estão sujeitos ao pagamento. No entanto, a legislação municipal apresenta algumas isenções, visando facilitar o acesso de residentes e trabalhadores locais.
Estão isentos do pagamento os moradores de Ituberá, servidores públicos municipais em serviço, crianças de até 5 anos, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência (PCD). Além disso, a isenção se estende a trabalhadores locais e prestadores de serviços já cadastrados, bem como profissionais em missão institucional na região.
A Prefeitura de Ituberá foi contatada para esclarecer a criação desta taxa. Muitos afiliados ao festival acreditam que o evento traz um fluxo significativo de visitantes, contribuindo bastante para a economia local. O portal A TARDE espera uma resposta sobre este assunto.