Jerônimo Rodrigues comenta sobre a decisão dos EUA em relação às facções e destaca ameaças à soberania nacional

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou-se enfaticamente contra a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que classificou as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Em suas declarações, ele alertou para o risco que tal medida representa à soberania nacional e criticou a postura da família Bolsonaro no episódio.

Uma Questão de Soberania

Jerônimo enfatizou que o combate ao crime organizado é uma obrigação constitucional de todos os governantes, mas defende que as estratégias devem respeitar os limites legais e territoriais. Segundo ele, a classificação dos EUA ultrapassa o limite da colaboração institucional e pode resultar em consequências drásticas, afetando a economia, o turismo, o comércio internacional e as relações diplomáticas do Brasil.

Motivações Financeiras versus Terrorismo

O governador também reforçou a posição do Governo Federal de que as facções operam essencialmente por motivações financeiras, diferentemente dos grupos terroristas tradicionais, que possuem fundamentos ideológicos. Ele alertou que essa nova categorização pode precipitar uma série de impactos negativos em várias áreas.

Em seu pronunciamento, Jerônimo afirmou: “Cooperação internacional sim, intervenção na política de outro país, não. Estou junto com o presidente Lula, que rejeita essa classificação e ressalta que as facções agem por dinheiro.” Ele ainda denunciou o que chamou de “ato de traição” da família Bolsonaro, particularmente do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, por supostamente comprometer a soberania nacional em nome de interesses políticos.

Por fim, o governador garantiu que, em parceria com o governo federal, permanecerá firme no combate ao crime organizado no estado, investindo em operações e inteligência policial para garantir a segurança da população.

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