
O imbróglio em torno do sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador ganha novos contornos com os desdobramentos na Câmara de Vereadores. A proposta, que estabelece uma taxa de R$ 18 para quem exceder 10 minutos na área de embarque e desembarque, está gerando intensos debates entre legisladores e a concessionária Vinci Airports.
Pressão e Resistência na Câmara
A Vinci Airports tem tentado despolitizar a questão, mas isso não tem diminuído a pressão dos vereadores. Carlos Muniz e Daniel Alves, ambos do PSDB, estão à frente de dois projetos que visam barrar essa cobrança exorbitante, ressaltando que ela impacta diretamente o acesso da população. Muniz destacou que a proposta estava prestes a ser votada, mas a falta de quórum adiou a discussão.

Oposição Forte e Visões Opostas
Daniel Alves não poupou críticas à Vinci Airports, classificando a cobrança como um “absurdo”. Segundo ele, a administração do aeroporto deveria focar em serviços básicos, como a limpeza, ao invés de implementar taxas. Já o CEO da Vinci, Júlio Ribas, tentou reverter a situação, chamando a proposta de “oportunismo”. Contudo, Muniz rebateu, apontando que o verdadeiro oportunismo reside em sobrecarregar a população com mais impostos.
Os projetos que estão em tramitação buscam garantir que áreas públicas não sejam transformadas em meros estacionamentos pagos. Eles estipulam que as áreas de embarque e desembarque devem ser mantidas livres de cobranças, focando na fluidez do tráfego e na segurança do público. A população de Salvador aguarda ansiosamente os próximos passos dessa batalha política, que pode delimitar o futuro da taxa Kiss & Fly.
E você, o que pensa sobre essa nova taxa? Compartilhe sua opinião nos comentários!