Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam um crescimento alarmante no estelionato, que subiu 429,8% entre 2018 e 2025, tornando-se o principal crime contra o patrimônio no Brasil. Em 2025, foram registrados 2,26 milhões de golpes, de acordo com o levantamento publicado em 23 de outubro de 2026.
Desde 2018, os números de estelionatos têm mostrado uma escalada preocupante. Veja as estatísticas:
- 2018: 426.799
- 2019: 523.820
- 2020: 927.898
- 2021: 1.312.964
- 2022: 1.816.438
- 2023: 2.000.960
- 2024: 2.193.122
- 2025: 2.261.055
São Paulo liderou o ranking com a maior taxa, registrando 1.808,3 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal e Paraná. Estes dados reforçam a gravidade da situação de segurança pública no Brasil.
Do total de 2,26 milhões de ocorrências em 2025, apenas 63,7 mil culminaram em processos penais, resultando na prisão de 4,8 mil indivíduos. Isso implica que mais de 97% dos casos não chegam ao Judiciário, indicando que o estelionato evoluiu para ser uma engrenagem do crime organizado, e não mais um ato isolado.
A pesquisa também revela que 83,2% da população teme ser vítima de golpes online ou por meio do celular, muitos dos quais são facilitados pelo roubo ou furto de dispositivos móveis que concedem acesso a sistemas bancários.
Os golpes mais comuns no Brasil
- Clonagem ou troca de cartão: Roubo de dados do cartão por meio de sites falsos ou dispositivos fraudulentos.
- Golpe do WhatsApp: Uso da conta de um conhecido, geralmente hackeada, para pedir dinheiro urgente.
- Falsa central bancária: Funcionários fictícios que induzem as vítimas a fornecer senhas ou realizar transferências.
- Golpe do Pix: Uso do sistema como meio de receber dinheiro oriundo de golpes.
- Falso SMS de CPF: Mensagens que alertam sobre irregularidades fictícias para roubar dados pessoais.
- Falso leilão/loja falsa: Sites ou anúncios que vendem produtos a preços baixos, mas não entregam as mercadorias.
O aumento do estelionato está vinculado à digitalização dos serviços financeiros e ao amplo uso do Pix, além da estruturação de organizações criminosas. O Anuário recomenda uma maior integração entre as polícias, melhorias nas investigações e uma ampliação da responsabilização penal para conter essa onda de crimes.
A questão da segurança no Brasil é complexa e urgente. Qual a sua opinião sobre as medidas necessárias para combater o estelionato? Compartilhe seus pensamentos!
