
Menos nascimentos, mais partidas: Salvador vive declínio populacional
Nos últimos anos, Salvador tem enfrentado um fenômeno preocupante: uma queda acentuada em sua população. De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital baiana registrou uma redução de -0,18% em sua população em 2025, repetindo uma tendência observada desde 2010. Esse cenário é resultado não apenas da baixa natalidade, mas também da migração interna, fatores que se entrelaçam e moldam o futuro da cidade.
A supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros, destaca que a perda populacional é uma realidade compartilhada por várias capitais do Brasil. Além de Salvador, cidades como Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre e Natal também contabilizam quedas em seus números populacionais. Entre 2010 e 2022, Salvador perdeu quase 10% de sua população, e esse padrão se reflete nas estimativas atualizadas.
Uma mudança significativa no estilo de vida também contribui para essa situação. Casais como a contadora Eliana Pereira e o empresário Lincoln Rocha Silva fazem parte da crescente estatística de pessoas que optam por não ter filhos, priorizando experiências e viagens. Eliana, por exemplo, sempre soube que não queria ser mãe: “A nossa meta é viajar, sair, curtir”.
As razões para essa escolha podem ser variadas, e a pedagoga Luana Oliveira exemplifica essa nova perspectiva. Com 30 anos, Luana descartou a ideia de ter filhos devido a preocupações financeiras e a complexidade da educação atual. “Estar em sala de aula me dá clareza sobre a responsabilidade que é educar alguém”, reflete.
Além da baixa natalidade, a migração interna também é um motor que empurra os números para baixo. Mariana Viveiros aponta que muitos estão deixando Salvador em busca de melhores oportunidades em áreas urbanas próximas, como Lauro de Freitas e Camaçari. O modelo João Gabriel Alves, por sua vez, já trocou a capital baiana por São Paulo, buscando um futuro promissor na indústria da moda.
Com essa situação, surgem questionamentos sobre o futuro da cidade. A diminuição da população pode impactar a arrecadação de impostos, a oferta de serviços públicos e até o mercado de trabalho. Ademais, o envelhecimento populacional se intensifica, acarretando maiores desafios para os sistemas de saúde e previdência.
Essas transformações demográficas servem como um alerta: Salvador precisa se reinventar para enfrentar uma nova realidade. O que podemos fazer agora para reverter essa tendência? Compartilhe sua opinião nos comentários e engaje-se nessa discussão tão relevante para o futuro da nossa cidade!