MST promove 38º encontro estadual na Bahia com a presença de 2 mil assentados

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Encontro do MST na Bahia

Mais de 2 mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se reúnem esta semana no Parque de Exposições na Bahia para o **38º Encontro Estadual do MST**. Com atividades iniciadas na segunda-feira, 15, o evento se estenderá até quinta-feira, 18, promovendo debates, lançamentos de livros e um espaço essencial para planejamento e celebração da trajetória do movimento.

O encontro abrange representantes de todas as dez regiões baianas, compondo um processo de avaliação política e definição de estratégias para fortalecer a luta pela **reforma agrária**. Atualmente, o MST mantém aproximadamente 90 mil famílias acampadas pelo Brasil, sendo 19 mil na Bahia.

Celebração e Compromisso com a Natureza

Como parte das atividades, o MST comemorou o plantio de 750 mil mudas de árvores na Bahia, integrante da campanha nacional com o objetivo de plantar 100 milhões de árvores até 2030. Este esforço já resultou em mais de 45 milhões de mudas espalhadas pelo país. “Realizar este encontro é um marco importante para avaliarmos nosso trajetória, discutir o momento atual e planejar as próximas ações”, declarou João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST.

Desafios e Unidade Política

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), uma figura histórica do movimento, enfatizou a necessidade de organização popular para enfrentar os desafios políticos vindouros. “Precisamos de força para enfrentar o bolsonarismo em todos os frentes. Esse é um tempo de desafios, mas acreditamos na nossa vitória por meio da união”, afirmou. Para Eliane Oliveira, da direção nacional do MST na Bahia, o evento também é uma oportunidade crucial para planejar a luta pela terra enquanto se recorda o 30º aniversário do Massacre de Eldorado do Carajás, que ainda demanda justiça. “É hora de repensar estratégias para assegurar assentamentos para as 90 mil famílias acampadas”, concluiu.

MST Plantio de Árvores

O 38º Encontro do MST na Bahia revela não apenas a força histórica do movimento, mas também a sua incessante luta por terra e dignidade. É um convite à reflexão e ação para todos os que anseiam por justiça social e ambiental. Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe dessa importante discussão!

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