A Isover, empresa do grupo Saint-Gobain, anunciou o fechamento definitivo de sua unidade em Santo Amaro, São Paulo, após setenta anos de atividade. A interrupção na produção de lã de vidro, material fundamental para a construção civil, marca uma nova fase para a empresa, que busca um modelo de negócios diferente.
O fim de um ciclo industrial em São Paulo

O fechamento segue um acordo com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Segundo o cronograma, a produção foi interrompida em 4 de julho de 2026, com a definitiva desativação do forno de fusão de vidro programada para o final do mês, em 31 de julho de 2026.
Motivos para o fechamento da Isover
A decisão reflete uma série de conflitos entre a fábrica e a comunidade local, que há anos enfrenta problemas relacionados à operação da indústria. As principais queixas incluem:
- Emissões atmosféricas: reclamações sobre fumaça e odor.
- Poluição sonora: ruídos constantes durante a noite.
- Impactos na saúde: queixas de irritações respiratórias e oculares.
A pressão da comunidade aumentou consideravelmente a partir de 2023, resultando em petições formais para que as autoridades ambientais atuassem. Essa mobilização culminou na intervenção do Ministério Público e no subsequente acordo de desativação.
Efeitos no mercado de trabalho e na economia local
O fechamento traz preocupações imediatas para o mercado de trabalho em Santo Amaro. Os impactos incluem:
- Trabalhadores diretos: mais de 100 famílias enfrentam consequências diretas da desativação das linhas de produção.
- Cadeia de suprimentos: fornecedores, prestadores de serviços e empresas de logística que dependem da fábrica precisarão se adaptar.
A Isover anunciou que usará o período de transição para amenizar os impactos sociais, planejando reestruturar o local como um centro de distribuição, mantendo assim sua presença no Brasil em uma nova perspectiva operacional.
Compromissos ambientais e o futuro do terreno
Apesar da desativação, a Saint-Gobain continua responsável pela área. O acordo firmado inclui um protocolo rigoroso de gestão ambiental, abarcando:
- Tratamento de resíduos: destinação adequada dos materiais restantes.
- Gestão de áreas contaminadas: recuperação do solo conforme as normas estaduais.
Diante desse cenário, como você vê o futuro das indústrias na sua região e os desafios que elas enfrentam? Compartilhe sua opinião nos comentários!