Música, chuva e emoção marcam a abertura do Capão in Blues 2025

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BAHIA

Primeiro dia do festival estreia no feriado da Consciência Negra com shows marcantes

Isabela Cardoso

Imagem ilustrativa da imagem Música, chuva e emoção marcam a abertura do Capão in Blues 2025

O Capão in Blues deu início à sua segunda edição nesta quinta-feira, 20, em um feriado que reverbera a Consciência Negra. Desde as primeiras horas, a vila foi preenchida com moradores e viajantes, todos reunidos para celebrar a cultura e a música que abraçam suas raízes.

Apesar do frio característico da Chapada Diamantina, isso não diminuiu a energia do evento. A praça principal rapidamente se transformarou em um verdadeiro ponto de confluência, onde histórias se entrelaçavam sob um céu cinzento.

À medida que as primeiras notas ecoavam pelo Vale, o espaço se transformava em uma grande arena ao ar livre, unindo famílias, jovens e turistas. Entre guarda-chuvas e rostos iluminados, a música reinava e sua magia prometia três dias de apresentações gratuitas.

Abertura potente: música, ancestralidade e boas-vindas à Chapada

Quem deu início à celebração foi a talentosa multiartista chapadense Calu Manhães, acompanhada pelo grupo Candombá Blues Dab (CBD). Seu show, que uniu ritmos brasileiros e influências do blues, ressaltou a força feminina e a riqueza cultural da Chapada.

Com emoção nas palavras, Calu expressou: “Cantar em casa é uma honra. Sinto a responsabilidade de retribuir tudo que essa terra me deu.” O público, longe de se intimidar pela chuva, criou um clima de proximidade e afeto, dançando e se divertindo sob a tempestade.

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| Foto: Olhar de Lince | Divulgação

Blues Norte-Americano e Brasilidade no Mesmo Palco

Em seguida, a renomada Alma Thomas, uma artista norte-americana radicada no Brasil, subiu ao palco. Retornando após brilhar na primeira edição do festival, ela trouxe sua poderosa voz e carisma, acompanhada da premiada banda pernambucana Uptown Band.

Alma, radiante, compartilhou sua expectativa: “É uma alegria imensa retornar e cantar músicas que são tão próximas do meu coração.” Sua interação genuína com o público proporcionou um show inesquecível.

Encerramento Majestoso com Rosa Marya Colin e Jefferson Gonçalves

Para encerrar a noite, a icônica Rosa Marya Colin, prestes a completar 80 anos, subiu ao palco, reafirmando sua posição no cenário do blues brasileiro. Acompanhada pelo gaitista Jefferson Gonçalves, Rosa conduziu o público em uma emocionante jornada musical sob a chuva que só acrescentava à intensidade da apresentação.

“Estou muito feliz de cantar aqui, no Capão, em um festival que traz a essência do blues, uma expressão de dor e resistência que também se conecta ao samba,” celebrou Rosa, enquanto o público vibrava até o último acorde.

Compromisso com o Território

Em 2025, o festival ganhará o apoio institucional da Dax Oil, uma empresa baiana com foco em desenvolvimento sustentável. Essa parceria reforça a conexão do evento com práticas que beneficiam as comunidades locais, sempre respeitando a cultura e a natureza da Chapada Diamantina.

Sob a curadoria de Eric Assmar, o festival une tradição e contemporaneidade, apresentando artistas que transformam o blues em uma linguagem universal de resistência. A arquitetura do palco, criada por Heráclito Arandas, proporciona uma experiência imersiva, consolidando o festival como uma experiência única.

Organizado pelo Grupo A TARDE, A TARDE FM e Viramundo Produções, o Capão in Blues é um marco cultural que promete encantar todos os que passam por ali.

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